Queda nos índices de ocupação permite a liberação de leitos

Com a estabilização dos casos e óbitos e o avanço da vacinação contra a Covid-19, alguns hospitais começam a modificar suas infraestruturas de internação para atender às demandas de outras áreas e especialidades médicas. O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes continuará como referência exclusiva para casos do coronavírus e não diminuirá leitos para garantir todo suporte necessário aos pacientes que precisarem de atendimento ou internação.

"É importante pontuar que, ao longo das últimas semanas, houve uma queda nos índices de ocupação que está permitindo a reorganização das estruturas hospitalares, visando a retomada de atendimentos a outras comorbidades", explicou a secretária municipal de Saúde, Andréia Godoi.

O Hospital Luzia de Pinho Melo reduziu desde quinta-feira passada, o número de leitos ofertados para Covid-19, passando de 33 para 10 leitos de UTI Covid Adulto, e de 46 para 23 leitos de Enfermaria Covid Adulto. Em contrapartida, a unidade está ampliando de 1 para 6 o número de leitos de UTI Pediátrico, além de manter os 6 leitos de enfermaria já existentes para atendimento de crianças infectadas pelo coronavírus.

O Luzia de Pinho Melo é um equipamento do governo Estadual e passará a atender outros tipos de demandas com a disponibilização desses leitos, iniciando um processo de retomada para serviços importantes, como as cirurgias eletivas.

Nesta semana, o Hospital Mogi Mater também deixou de receber pacientes com o coronavírus após alta do último caso de internação. A unidade desativou 8 leitos (6 UTIs e 2 enfermaria) que estavam destinados exclusivamente para pacientes da Covid-19.

Nas últimas semanas, as internações em leitos UTI Covid não têm se alterado, com média de ocupação em torno de 50%. Com as desativações anunciadas nesta semana, o total de leitos de enfermaria da cidade passará de 240 para 215, e de UTI, de 166 para 137. Com isso, os índices de ocupação passarão automaticamente de 50% para 55% em relação aos leitos de enfermaria Covid e de 53,8% para 63% em relação aos leitos de UTI Covid.

"Se houver necessidade de um novo alargamento, os equipamentos de saúde serão acionados e os leitos poderão ser reativados de acordo com a demanda", acrescentou Andréia. A mesma estratégia já foi adotada com sucesso em outras ocasiões.