Semae apresenta Plano de Recuperação e Modernização

Semae baixou em 6,08% o volume de água comprada para abastecimento da região
Semae baixou em 6,08% o volume de água comprada para abastecimento da região - FOTO: Julio Nogueira/Semae

O diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), João Jorge da Costa, apresentou na quinta-feira passada, em entrevista à imprensa, o Plano de Recuperação e Modernização da autarquia, que prevê uma série de medidas para melhoria dos serviços prestados à população, manter a capacidade de investimentos e saúde financeira para contrair financiamentos que serão importantes para atingir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico e Novo Marco Legal do Saneamento.

A recuperação e a modernização, que já estão em andamento, passam por ações como redução de perdas de água e adequações administrativas, Programa Córrego Limpo e retirada de águas pluviais do sistema de esgoto sanitário.

"Ao chegar ao Semae, tive uma grata surpresa: temos um excelente corpo técnico e bons índices de atendimento, como 99% da área urbana com abastecimento de água, 90% de coleta de esgoto e 65% de tratamento. É um órgão de excelência que é patrimônio dos mogianos. Por outro lado, é necessário melhorar a gestão e modernizar processos para continuarmos a fazer e receber investimentos", afirmou Costa.

As ações do Plano de Recuperação já estão em andamento. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a autarquia economizou R$ 6 milhões com a revisão de contratos.

O Semae também tem feito esforços para diminuição de despesas. Em junho, por exemplo, devido a um melhor controle de pressão e redução de perdas, o Semae baixou em 6,08% o volume de água comprada da Sabesp para abastecimento de aproximadamente 40% da cidade.

Entre os investimentos em andamento e recursos garantidos para obras futuras, destaque para a setorização da região leste, com melhora na distribuição de água, redução de perdas e ampliação da reserva hídrica (R$ 10 milhões); garantia de R$ 15,9 milhões do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) para obras de esgotamento sanitário; conclusão da licitação para ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (investimento de R$ 32,6 milhões, com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina); reforma da Elevatória Indonésia, em Jundiapeba (R$ 4,3 milhões); esgotamento sanitário do Botujuru e parte de Cezar de Souza (R$ 37,3 milhões) e esgotamento sanitário em Jundiapeba (R$ 9,5 milhões).

Embora não registre déficit em suas contas, a queda de arrecadação da autarquia a partir de 2020, por conta da crise econômica provocada pela pandemia, e pela suspensão de cortes por inadimplência, também em virtude da crise sanitária da Covid-19, fez com que o saldo operacional (receita menos despesas) caísse consideravelmente, afetando a capacidade de investimentos.

O Semae também deixou de reajustar a tarifa de água e esgoto por dois anos. Porém, houve reajustes nos preços de insumos como energia elétrica, produtos químicos usados no tratamento de água e esgoto, materiais (tubos, hidrômetros etc.) e prestação de serviços da Sabesp (fornecimento de água tratada, pelo reservatório RB2, em Braz Cubas, e tratamento de esgoto, na ETE Suzano).

Por conta disso, a autarquia decidiu pela atualização inflacionária da tarifa em 9,32%, a partir de setembro. O percentual tem como base a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre maio de 2019 e abril de 2021. Mogi segue com a menor tarifa de toda a região.