Pedágio pode gerar prejuízo de R$ 10 milhões no primeiro ano

Osvaldo Baradel alerta que o simples anúncio do pedágio repercutiu negativamente
Osvaldo Baradel alerta que o simples anúncio do pedágio repercutiu negativamente - FOTO: Divulgação/Agestab

A instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88) poderá gerar um prejuízo, apenas no primeiro ano de funcionamento, de ao menos R$ 10 milhões ao Distrito Industrial do Taboão. O levantamento foi realizado pela Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab). O montante leva em consideração as despesas extras com os trabalhadores diretos e indiretos e com os prestadores de serviços, que passarão a ter um gasto adicional para chegarem ao trabalho e voltarem para casa.

Atualmente, cerca de 4 mil colaboradores estão envolvidos com as empresas associadas da Agestab, sendo 70% deles mogianos, na imensa maioria moradores de bairros que ficarão além do pedágio. O valor do pedágio utilizado no levantamento foi de R$ 5.

"O pedágio é ruim em todos os aspectos. Ele não se justifica. O resultado deste projeto será desastroso para o Taboão, Mogi das Cruzes, Alto Tietê e Região Metropolitana de São Paulo", afirmou o presidente da Agestab, Osvaldo Baradel.

O dirigente ressalta que os R$ 10 milhões, mais de
R$ 800 mil por mês, aproximadamente R$ 41 mil por dia útil, levam em conta a estimativa de prejuízo gerado nas cerca de 40 empresas associadas à Agestab e alerta que o volume pode ser ainda maior, uma vez que duas das principais companhias da região, a GM e a Kimberly Clark, contam com unidades fabris no Taboão e empregam centenas de colaboradores mogianos.

"Não podemos permitir que o pedágio divida Mogi das Cruzes. O Taboão e parte Mogi das Cruzes ficarão isolados. A produção ficará mais cara. Haverá dificuldades na contratação de mão de obra da própria cidade. A proposta é um contrassenso", alertou Baradel.

A estimativa do prejuízo adicional às empresas foi encaminhada à Prefeitura de Mogi das Cruzes e será utilizada no processo que tenta barrar a implementação da praça de pedágio no km 41 da Mogi-Dutra.

"Os prejuízos não são apenas futuros. O simples anúncio de que o pedágio poderá ser instalado já tem repercutido negativamente entre os investidores, nas empresas que sondavam o Taboão e nos empresários que já estão por aqui, uma vez que começamos a repensar os projetos de expansão", afirmou o presidente da Associação Gestora, entidade que tem participado de forma ativa dos movimentos contrários à proposta da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

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