Ensino remoto trouxe prejuízo para a Educação, afirma Mogi

O ensino remoto gerou não só a defasagem no aprendizado como também incontáveis impactos nas áreas cognitiva, social, física e alimentar dos alunos. Foi o que afirmou ontem a Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes, ao apontar os desafios trazidos pela pandemia do coronavírus (Covid-19).

A Pasta garantiu que tem trabalhado em um "pacto municipal", que mobilizará toda a cidade em favor da educação e do direito de aprender das crianças. Neste sentido, a Prefeitura instituiu o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (Gaepe Mogi).

O Gabinete já atua nacionalmente e Mogi é a primeira cidade a receber a iniciativa, que terá a parceria do Instituto Articule. O objetivo é promover o debate das principais questões relacionadas ao impacto e ao enfrentamento da pandemia na educação por meio de um diálogo interinstitucional, reunindo gestores, sistema de justiça, órgãos de controle e organizações da sociedade civil.

A primeira reunião será na próxima segunda-feira. Ainda ontem, a secretaria divulgou que o início da Fase 2 da retomada gradual das aulas presenciais será no dia 2 de agosto. "Com o retorno do recesso na próxima segunda-feira, este novo grupo de unidades escolares irá oferecer inicialmente o ensino remoto e se organizará para o atendimento misto (presencial e remoto), como tem ocorrido nas escolas da Fase 1". Para esta segunda etapa, mais 74 unidades já estão autorizadas. Outras unidades, que estão em fase final de vistoria, serão divulgadas nos próximos dias.

A retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino tem sido feita de forma gradual, de acordo com os índices epidemiológicos da cidade, e não é obrigatória para as famílias. As unidades escolares passam por um processo de vistoria para o efetivo cumprimento do protocolo sanitário, que conta com mais de 100 regras e foi elaborado pelas secretarias municipais de Educação e Saúde.