Visitas a cemitérios continuam suspensas em razão da Covid-19

A pandemia do coronavírus (Covid-19) vem sendo abordada pelo governo do Estado, por meio de seu Plano São Paulo de Retomada das Atividades, como "em transição". No entanto, em Mogi das Cruzes, uma das atividades mais importantes ainda segue sem definição - o direito das pessoas de prestar homenagens aos parentes e amigos que faleceram.

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, São Paulo está na Fase 1 (Vermelha), mas vem implementando a "Fase de Transição" desde 8 de julho. O período vem depois de uma série de proibições implementadas pelo governo do Estado e pela Prefeitura de Mogi desde o mês de fevereiro, com o aumento do número de casos positivos e óbitos da Covid-19.

Na fase em questão, estão autorizadas algumas atividades antes tidas como proibidas, como o funcionamento de bares, restaurantes, academias, salões de beleza e barbearias, bem como eventos culturais das 6 às 23 horas. No entanto, ainda existem restrições quanto à capacidade e ao agendamento com o objetivo de evitar aglomerações.

Em Mogi, entretanto, ainda há a restrição quanto à visitação dos cemitérios públicos. No dia 30 de junho, o vereador Edson Santos (PSD) enviou uma indicação ao poder Executivo pedindo a revisão da proibição. O parlamentar, em sua justificativa, lembrou o impacto psicológico de milhares de famílias que não puderam se despedir de pais, mães, filhos, cônjuges e amigos que sucumbiram à doença. Até anteontem, a Prefeitura registrava 1.525 mortes pela Covid-19.

Antes da pandemia, os moradores tinham acesso aos mais de 18 mil jazigos disponibilizados nos três cemitérios municipais da cidade, com horário de funcionamento das 8 às 17 horas.

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Governo de Mogi das Cruzes informou que, devido ao período da pandemia e as restrições causadas pelo coronavírus, a visitação aos cemitérios continua suspensa, e que continuará até nova ordem das autoridades sanitárias.