Semae fala de planos de gestão e explica o reajuste da tarifa

Comissão de vereadores recebeu diretores do Semae
Comissão de vereadores recebeu diretores do Semae - FOTO: Julio Nogueira/Semae

O diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos de Mogi das Cruzes (Semae), João Jorge da Costa, participou na manhã de ontem de uma reunião na Câmara. O encontro foi mediado pela Comissão Permanente de Obras, presidida pelo vereador Carlos Lucareski (PV) e requisitada por Iduigues Martins (PT) junto ao Executivo, para tratar do andamento da autarquia, ações realizadas pelo Semae e a proposta de reajuste na tarifa de 9,32% a partir de setembro.

Os trabalhos também contaram com a participação dos vereadores Pedro Komura (PSDB), Inês Paz (Psol), Milton de Assis (PSD), o Bigêmeos, Osvaldo Silva (REP), Mauro Yokoyama (PL), o Mauro do Salão, José Luiz Furtado (PSDB), o Zé Luiz, e Juliano Botelho (PSB). Pelo Semae, ainda esteve presente o adjunto Michel Reche Beraldo.

Costa falou das diretrizes estabelecidas pelo prefeito Caio Cunha (Pode), que focou na melhoria dos serviços oferecidos à comunidade, além da questão financeira do órgão.

Ele apresentou o panorama do setor em Mogi, incluindo questões envolvendo a distribuição, coleta de esgoto e tratamento, à luz do novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, que está em vigor desde a semana passada.

Entre os pontos destacados, a renegociação de contratos terceirizados e a utilização de equipes próprias para a realização de algumas funções; o programa de redução de perdas na distribuição de água, que envolveu a troca de hidrômetros antigos por mais modernos; e a detecção de vazamentos.

O diretor ressaltou que, embora não tenham ocorrido reajustes nos últimos dois anos, os custos das matérias-primas sofreram carestia devido ao preço do dólar e o aumento da demanda. Por isso, a Prefeitura decidiu pelo reajuste de 9,32% na tarifa.

Em relação à coleta e tratamento de esgoto, Costa reforçou que os investimentos ligados ao programa Mais Mogi de ampliação da rede de coleta de esgoto são de médio e longo prazo, sendo necessários os processos de licitação e início das obras, para aumentar a marca de 65% de tratamento do esgoto. "Pretendemos também implantar em breve o programa Córrego Limpo, para garantir que as redes de drenagem e de coleta de esgoto, que são distintas, não sejam cruzadas", apontou.

Dentre outras ações que o Semae pretende implantar, uma é a contratação de uma assessoria para realizar o Plano Diretor do Esgoto, que foi atualizado pela última vez em 2017, mas que necessita de revisão a cada quadriênio.

Questionado pelos vereadores sobre o reajuste na tarifa, o diretor do Semae disse que continua com saldo positivo, mas que nos últimos anos houve uma queda na arrecadação e um aumento nas despesas. "Temos várias faixas consumidoras e tomamos cuidado para garantir que quem consome menos tenha um impacto menor. Mas, caso não tomemos estas ações, não teremos como operar no futuro", finalizou.

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