Ocupação em UTI cai para 32,9%

Luzia possuía, ontem, a ocupação de uma vaga de UTI
Luzia possuía, ontem, a ocupação de uma vaga de UTI - FOTO: Daniel Carvalho/Mogi News

Mogi das Cruzes foi uma das cidades que apresentou queda nas taxas de ocupação de leitos para casos do coronavírus (Covid-19) no Alto Tietê. De acordo com a Secretaria de Saúde de Mogi, no dia 26 de junho, a cidade contava com 64,4% de ocupação dos leitos de UTI, com 76 pacientes de um total de 118 vagas; um mês depois, a taxa caiu para 32,9% nos leitos de alta complexidade: de 97 leitos ofertados, 32 encontravam-se ocupados na última segunda-feira. As vagas entre um período e outro podem variar conforme a demanda em razão da doença.

Os leitos de Enfermaria, para casos moderados do novo coronavírus, também apresentaram redução nos últimos 30 dias. Em junho, a cidade tinha 105 pacientes de um total de 192 leitos (taxa de 54,6%); um mês depois, Mogi conta com 47 internados em Enfermaria de um total de 169 vagas, um uso de 27,8%.

O Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, operava no final de junho com 46 leitos de Enfermaria e 78% ocupados, e 33 leitos de UTI com 80% com pacientes. Atualmente, 23 leitos foram remanejados de UTI e Enfermaria para outras enfermidades e para suporte aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, a unidade possui 43% de ocupação dos seus 23 leitos de Enfermaria, e um dos dez leitos de UTI para Covid-19.

O Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, que foi uma das demandas da região no início do ano, também registrou queda na sua demanda no final de julho. Atualmente 48% dos 30 leitos de Enfermaria e 67% dos leitos de UTI contam com pacientes na unidade de retaguarda, enquanto que há um mês eram 80% e 88% respectivamente.

Outra cidade que registrou recuo nas taxas de ocupação nos hospitais é Suzano, que reduziu de quatro para dois leitos de UTI ocupados entre 26 de junho e 26 de julho, ao mesmo tempo em que reduziu sua parceria com a iniciativa privada para reserva de leitos mensais de 20 para dez- com isso, manteve estável sua taxa de 20% para leitos de alta complexidade.

A cidade também registrou redução na ocupação de leitos de enfermaria entre junho e julho. A cidade, que tinha cinco pacientes internados de 57 vagas disponíveis (8,77%), passou a ter no início desta semana três pacientes internados de 42 leitos disponíveis (taxa de 7,14%).

Uma das cidades que estatisticamente apresentou aumento na taxa de pacientes foi Itaquaquecetuba, que passou de 11% para 14% nos leitos de Enfermaria nos últimos 30 dias. No entanto, a Prefeitura não informou quantos leitos eram ocupados, ou se ocorreu a diminuição na oferta de vagas nas unidades hospitalares do município.

Na Grande SP

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a taxa de ocupação nos hospitais da Grande São Paulo é de 50% nos leitos de UTI e 34% nos leitos de Enfermaria. No entanto, os hospitais estaduais do Alto Tietê também apresentaram queda na ocupação entre o final de junho e o final de julho deste ano.

O Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, de Ferraz de Vasconcelos, conta com 50% de ocupação de vagas de UTI e 26% de leitos de Enfermaria atualmente - em 28 de junho, a unidade tinha 61% de lotação de UTI e 38% em enfermaria.

O Hospital Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba, neste final de julho, possui 20 leitos de UTI com 75% de ocupação, e 35% dos seus 20 leitos de Enfermaria com pacientes. Há 30 dias, a taxa de ocupação era 80% e 100%, respectivamente, segundo a pasta estadual.

Outra unidade regional de retaguarda que teve redução da demanda foi o Hospital Auxiliar de Suzano, que passou de 47% de ocupação de seus 20 leitos para 43% depois de um mês.