Câmara de Poá exonera 17 assessores parlamentares

Salário dos assessores impactava em R$ 66,2 mil na receita mensal da Câmara
Salário dos assessores impactava em R$ 66,2 mil na receita mensal da Câmara - FOTO: Mogi News/Arquivo

A Presidência da Câmara de Vereadores de Poá exonerou, ontem, 17 assessores de apoio parlamentar. A decisão foi oficializada e todos os ex-integrantes do quadro de funcionários comissionados foram desligados, segundo a Assessoria de Imprensa do Legislativo poaense, por falta de recursos financeiros.

Cada integrante dos gabinetes dos vereadores contava com uma remuneração mensal de R$ 3.897,79 por mês. O impacto no orçamento da Casa de Leis destes funcionários é de R$ 66.262,43 por mês, e aproximadamente R$ 463,8 mil desde janeiro deste ano, com o início da nova legislatura.

Segundo a Câmara de Vereadores, o repasse da Prefeitura para o poder Legislativo neste ano foi de R$ 12.058.558,43 para o desempenho de suas funções. O valor foi aproximadamente R$ 5,2 milhões a menos do que foi enviado no ano passado; em 2019, o orçamento do Parlamento foi de quase R$ 20 milhões.

Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara de Vereadores de Poá, vereador Diogo Reis da Costa (PTB), o Diogo Pernoca, optou por não se manifestar. Atualmente, a Câmara de Poá conta com 17 vereadores.

Crise

Este é o novo episódio da crise financeira pela qual a cidade de Poá vem passando desde o início da nova gestão municipal. Em janeiro deste ano, a prefeita Márcia Bin (PSDB) decretou estado de calamidade pública financeira.

Segundo o decreto, a previsão de despesas do poder Executivo para este ao é da ordem de R$ 280 milhões, com um gasto total de R$ 358 milhões em 2020, e caso os custos se repitam o déficit pode ser de R$ 77 milhões nas contas públicas municipais.

A Prefeitura de Poá desde então estabeleceu a redução de gastos com pessoal, funções com gratificações e servidores contratados temporariamente. O decreto terá vigência até o dia 31 de dezembro, podendo ser renovado.