Agosto Lilás

Itaquá adere à campanha para evitar violência contra mulher

04/08/2021 às 05:30
Atualizada em 04/08/2021 às 05:30.

A Secretaria de Políticas para Mulheres de Itaquaquecetuba aderiu à campanha Agosto Lilás com ações como a blitz nos comércios. O objetivo é conscientizar a população pelo fim da violência contra a mulher, além de realizar parcerias nos locais onde as vítimas podem pedir ajuda por meio do sinal vermelho. A pasta levará ações para as demais secretarias em um trabalho conjunto.

Agentes da Pasta estiveram nos comércios para realizar a blitz na segunda-feira. A ação aconteceu para enfatizar, conscientizar e firmar parcerias para que os comércios estejam preparados para socorrer a mulher que precise, sobretudo com o uso do sinal vermelho. A ação vai atingir outros espaços que possam ser pontos de socorro para as vítimas.

A equipe também vai percorrer os comércios de bairros para levar a informação e a credibilidade do trabalho desenvolvido. Para marcar as ações, a secretária Hadla Issa esteve na sede da Guarda Civil Municipal (GCM), onde foi recebida pelas agentes que realizam a Ronda de Proteção à Mulher. Outra ação foi no Comitê Municipal de Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal do município, onde o trabalho passará a funcionar em sistema de mutirão, duas vezes ao mês, por ocasião do Agosto Lilás.

O Agosto Lilás é uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Foi instituído pela Lei Estadual nº 4.969/2016. Com isso, a Lei Maria da Penha passou a ser amplamente divulgada, cooperando em todas as esferas para que as mulheres sejam auxiliadas no socorro.

A secretária da Pasta explicou que a campanha deve ser abrangente, percorrendo as escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos. "É importante criarmos uma rede que possa dar suporte para todas as pessoas que estejam envolvidas nesse ciclo. A criança na escola é um dos primeiros passos, mas também vamos até as UBSs, para onde a mulher vai buscar ajuda porque caiu e se machucou. Uma desculpa que, hoje, sabemos que não é verdadeira".

Com a instalação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em março deste ano, já foram registrados quase 500 boletins de ocorrência durante os plantões, além de mais de 98 elaborados pela internet e 72 produzidos por outras delegacias e encaminhados para a DDM, que é especializada.

As vítimas ou testemunhas podem denunciar a agressão pelo número 181, que é uma Central de Atendimento à Mulher, ou pelo 153, que é o número da GCM.

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