Peralta afirma que assumirá funcionários da CS Brasil

No final da tarde de ontem, a Peralta Ambiental - empresa que assumiu em caráter emergencial o serviço de coleta de lixo em Mogi das Cruzes em substituição à CS Brasil - anunciou que irá absorver na sua totalidade os funcionários que atuam no município, evitando demissões com a mudança de empresa.

O anúncio foi feito por meio de uma nota oficial assinada por Luis Roberto Peralta, sócio-administrador da empresa. A declaração veio após temores de setores da sociedade de que, com a mudança de responsabilidade pela coleta de lixo residencial no município, mais de 400 colaboradores que atuam no município poderiam ter seus contratos de trabalho encerrados.

Na nota, a empresa afirma que esteve em reuniões com os secretários municipais Francisco Cochi Camargo (Governo) e Camila Cristina de Sousa (Serviços Urbanos) para tratar do processo de transição entre as empresas. "Com esta principal finalidade, de manter todos os colaboradores em suas devidas funções, já que se trata do mesmo objeto", justificou o sócio da Peralta.

A direção da nova empresa responsável pela coleta do lixo residencial e sua destinação, além da varrição das ruas, ressaltou que a oportunidade dos colaboradores continuarem em suas funções ainda pode ser analisadas por eles próprios. "Se for de vontade própria, estaremos de braços abertos para recebê-los e contratar imediatamente na empresa Peralta Ambiental. Vale ressaltar que em nenhuma hipótese deixaremos de prestar um serviço de excelência ao município de Mogi das Cruzes, assim como já efetuamos em diversas cidades do Estado", concluiu Luiz Roberto.

A preocupação sobre a manutenção foi levantada tanto pela população por meio das redes sociais nos últimos dias quanto pelos membros da Câmara de Vereadores, na retomada dos trabalhos do segundo semestre, que teve início nesta semana. Na primeira sessão de agosto, o prefeito Caio Cunha (Pode) ressaltou que a municipalidade vinha negociando entre as partes para a manutenção das vagas.

O contrato emergencial firmado pela Prefeitura com a Peralta Ambiental terá duração de seis meses, com o custo de até R$ 6,7 milhões por mês ao município, com o valor podendo variar mediante a quantidade de lixo produzida pelos moradores da cidade. Neste período, a Prefeitura anunciou que irá elaborar uma nova proposta de Parceria Público-Privada (PPP) para a coleta de resíduos sólidos residenciais.

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