Alto Tietê vende US$ 366,4 mi em exportações no 1º semestre

Volume das importações também apresentou aumento, neste caso de 30%
Volume das importações também apresentou aumento, neste caso de 30% - FOTO: Mogi News/Daniel Carvalho

A região do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Alto Tietê foi responsável por exportar US$ 366,4 milhões ao longo do primeiro semestre deste ano. O montante é 17,2% maior se comparado com o mesmo período de 2020. O número de importações também apresentou um número expressivo, alcançando US$ 749,4 milhões, valor que é 30,3% maior que o alcançado nos primeiros seis meses do ano passado.

Os dados apurados pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) consideram as cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.

Os resultados mostram uma recuperação da Indústria e o bom momento vivido para a exportação, motivado pelo câmbio favorável e forte crescimento dos Estados Unidos e da China.

De acordo com as informações do Derex, durante o primeiro semestre, alguns segmentos da Indústria tiveram destaque no cenário de exportação. Dos mais de US$ 366 milhões exportados pela região, 19,3% se referem ao setor de papel e cartão. Em seguida, aparecem as máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos com 16,9%. Já as máquinas, aparelhos e materiais elétricos, respondem por 9,7% do montante de exportações.

No caso das importações registradas na área de abrangência do Ciesp Alto Tietê, o destaque fica por conta das máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que correspondem a 19,9% do montante de US$ 749 milhões. Os produtos farmacêuticos figuram na segunda posição com 15,7% do total de importações, seguido pelos veículos automóveis e tratores com 14,4%.

Ainda segundo o levantamento, o principal destino das exportações do Alto Tietê foram os Estados Unidos, com 19,2% do total enviado para o exterior. A vizinha Argentina, corresponde a 13,6% desta fatia, enquanto a China a 7,2%. No período analisado, as compras da região foram negociadas, especialmente, com a Alemanha (15,5%), China (15,3%) e Japão (13,9%).

"Os números da Balança Comercial do Alto Tietê demonstram a recuperação da indústria após o período mais desafiador da pandemia de Covid-19 (coronavírus). Os dados representam o potencial e a vocação que a Região tem para exportar, o que a coloca como um dos principais polos industriais não apenas do Estado, mas do Brasil", ressaltou o diretor regional do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. "O que falta é reforma tributária para reduzir o custo Brasil e melhorar a nossa competitividade, o que refletirá diretamente nos indicadores da balança comercial", concluiu o dirigente.