Leitos de coronavírus em Poá ficam vagos pela primeira vez

Pela primeira vez no Alto Tietê, desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19), uma Prefeitura da região informa que todos os seus leitos para o tratamento específico desta doença estão desocupados. O informe foi feito pela prefeitura da estância hidromineral de Poá que, questionada pela reportagem, informou que os 22 leitos de Enfermaria no Hospital Municipal Dr. Guido Guida e os dois leitos de emergência dedicados à síndrome respiratória estão vagos.

A tendência de queda, registrada nos últimos meses, também foi observada em outras cidades da região. A comparação teve como base os índices de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermaria no final de julho, há duas semanas.

Uma das cidades que manteve sua média na última quinzena foi Suzano, que registrou, na segunda-feira, 20% na utilização de dois dos seus 10 leitos de UTI e 2,38% nos leitos de Enfermaria (um de 42). Há duas semanas, a cidade mantinha dois pacientes em leitos de alta complexidade, mas com uma ocupação de Enfermaria de 7,14%.

Segundo a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes, dentre as vagas de responsabilidade do município a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 35,1% (35 de 98), sendo que para os leitos de Enfermaria para Covid-19 a taxa é de 22,5% (32 de 142). Na última quinzena, os números estavam respectivamente 33% para UTI e 27% para Enfermaria - o que demonstra uma manutenção aproximada dos patamares de internação no município.

Segundo a Secretaria de Saúde de Itaquaquecetuba, não houve mudança na ocupação de leitos na última quinzena, mantendo os 14% de taxa de ocupação, com um total de cinco pacientes para 35 leitos de Enfermaria e 11 de emergência sem internados.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, de Ferraz de Vasconcelos, apresentou taxa de ocupação de 26% sendo seis para 26 leitos de Unidade de Terapia Intensiva, e 19% (cinco para 26 leitos de enfermaria para casos de Covid-19). Duas semanas atrás, a unidade tinha respectivamente taxas de ocupação de 50% para UTI e 26% para enfermaria.

Já a prefeitura de Guararema informou que apenas dois dos 19 leitos contam com pacientes de Covid-19, o que representa 10,52% da capacidade.

Estaduais

A tendência também se mostra nos equipamentos de responsabilidade do Estado. No Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, a taxa de ocupação é de 10% para seus dez leitos de alta complexidade e 57% (13 de 23) para Enfermaria. Há 14 dias, a ocupação também era de 10% para UTI, mas com 43% para leitos comuns, segundo a pasta estadual da Saúde.

No Dr. Arnaldo Pezzuti, atualmente 46% dos 30 leitos de UTI estão em funcionamento (14 de 30) e 40% dos leitos de Enfermaria contam com pacientes (12 de 30). No final de julho, 67% das vagas de alta complexidade e 48% das vagas de Enfermaria contavam com pessoas internadas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Santa Marcelina, de Itaquá, por sua vez, apresentou 80% de ocupação de seus 20 leitos de Enfermaria (14 e 20) e 60% dos seus 20 leitos de UTI. (12 de 20). Há 14 dias, o Santa Marcelina tinha 35% dos seus leitos de Enfermaria ocupados, mas 75% de utilização para UTI.

Já no Hospital Auxiliar de Suzano houve um aumento na ocupação dos leitos. Enquanto que no final de julho 43% das vagas estavam ocupadas, atualmente esta taxa é de 78% (16 de 20).

"Os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) seguem dedicados a garantir assistência adequada e oportuna a todos. Deve-se destacar qeu taxas de ocupação variam no decorrer do dia em virtude de fatores como altas, óbitos, transferências para leitos de enfermaria ou UTI, por exemplo", informou a Secretaria de Estado da Saúde em nota.