ACMC celebra fins das restrições de funcionamento

A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) comemora o fim das restrições do Plano São Paulo. Para a entidade, as medidas ajudarão na recuperação do setor que foi um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19. No entanto, a ACMC alerta que os comerciantes e os mogianos precisam continuar seguindo os protocolos sanitários para garantir a segurança de todos e evitar o retorno das restrições.

Desde terça-feira passada, pelo decreto estadual, seguido pela Prefeitura de Mogi, os estabelecimentos comerciais ficam livres para operar sem restrição de horário e limite de ocupação. Mas é necessário obedecer os protocolos sanitários e evitar aglomerações. Pelo decreto municipal, os locais têm que obedecer o distanciamento de pelo menos um metro entre clientes e colaboradores. Para restaurantes e similares, o consumo no local será somente para clientes sentados. A decisão do governo estadual foi adotada por causa da redução do índice de internação e pelo avanço da vacinação.

Em Mogi, de acordo com informações da Prefeitura, na tarde desta terça-feira, 280.227 mogianos tinham recebido a primeira dose da vacina, outros 98.004 contavam com a segunda dose e 9.975 receberam a dose única. Ainda segundo a administração municipal, 84% da população adulta da cidade recebeu a vacina.

Para a presidente da Associação Comercial de Mogi, Fádua Sleiman, o fim das restrições é essencial para a retomada gradativa da economia. "Tivemos um ano desafiador, desde abril, quando houve a ampliação da flexibilização do Plano São Paulo notamos um movimento maior no comércio. No Dia das Mães, as vendas foram 20% maiores que as de 2020, mas 21% menores que em 2019. O Dia dos Namorados teve uma alta de 29,4% em relação ao 12 de junho do ano passado, mas um recuo de 4% se levar em consideração o ano anterior. Já no Dia dos Pais, tivemos uma alta de cerca de 30% nas vendas se comparado com 2020", analisou.

Fádua avaliou ainda, que além do aumento das vendas o nível de emprego também teve um crescimento. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o comércio mogiano gerou em maio, 683 empregos contra 649 demissões, um saldo positivo de 34 empregos. Já no ano passado, no mesmo mês, 255 pessoas foram contratadas, mas 580 perderam o emprego, o que é um saldo negativo de 325 vagas. "Sabemos que esse é o início da recuperação, mas esperamos que com a chegada das festas de fim de ano, quando tradicionalmente aumentam as vagas temporárias, consigamos aumentar o índice de emprego", afirmou a presidente.