Empresas prestam informações sobre a coleta do lixo na cidade

Convites foram feitos na semana por meio de requerimento aprovado na Câmara
Convites foram feitos na semana por meio de requerimento aprovado na Câmara - FOTO: Diego Barbieri/CMMC

Mogi - A Câmara de Vereadores realizou, ontem, duas reuniões para tratar dos contratos envolvendo a coleta e destinação dos resíduos sólidos residenciais no município. Foram ouvidos os representantes das empresas CS Brasil (que prestou até o início do mês o serviço de coleta de lixo) e a Peralta Ambiental (atual empresa contratada pela Prefeitura).

Os convites foram feitos na semana passada, por meio de requerimento aprovado pela unanimidade do poder Legislativo, que tinha como principal objetivo esclarecer as circunstâncias e os detalhes sobre a elaboração do termo emergencial, que tem duração de seis meses e um valor de até R$ 6,7 milhões mensais.

As reuniões foram divididas em dois períodos, sendo um na manhã com os representantes da CS Brasil e outro à tarde com os representantes da Peralta. Participaram do encontro os vereadores Inês Paz (PSOL) e Iduigues Martins (PT), Edson Santos (PSD), Malu Fernandes (SD), Juliano Botelho (PSB), Marcelo Brás do Sacolão (PSDB), Bi Gêmeos (PSD), Edinho do Salão (MDB), Mauro do Salão (PL), Johnross (Pode), Maurinho do Despachante (PSDB), Edu Ota (PODE).

No período da manhã, a CS Brasil, por meio de seu representante legal, encaminhou um ofício para os vereadores que organizaram o encontro, detalhando os passos do processo. Na mensagem escrita, o gerente jurídico da empresa explicou que o contrato assinado originalmente em 2015 previa a prorrogação em caráter extraordinário por um período de até cinco anos, e que um sexto ano foi exigido em 2020 pela Prefeitura, e que a legislação municipal impedia um novo prolongamento de contrato no momento.

Na primeira etapa, os vereadores Ines Paz (PSOL), José Luiz Furtado (PSDB), o Zé Luiz e Francimário Vieira (PL), o Farofa, teceram críticas ao governo municipal pela falta de diálogo com a Câmara sobre o assunto, que vinha sendo tratado pela atual administração desde fevereiro com a última prorrogação de seis meses com a CS Brasil.

No período da tarde, o advogado da Peralta, Leonardo Pegoraro, compareceu para a sessão voltada ao esclarecimento de dúvidas dos vereadores.

No espaço para perguntas, o advogado afirmou que concederá as planilhas de custos dos serviços ao Legislativo e que a empresa não possui relação de proximidade com funcionários da administração municipal, após questionamento de Zé Luiz.

A vereadora Inês Paz questionou as condições do galpão que serve como sede operacional da empresa, localizada no bairro do Rodeio - Inês fez parte do grupo de vereadores que visitou o local na semana passada e queixou-se das más condições do estabelecimento. Pegoraro informou que a escolha do local foi feita às pressas para atender o início do contrato com o município, mas que já foi criada uma força-tarefa para ações de adequação.

O líder do governo na Câmara, vereador Marcos Furlan (DEM), perguntou sobre o processo de absorção dos funcionários que antes prestavam serviços para a CS Brasil. O advogado da nova empresa informou que o processo mediado pela Prefeitura acabou não se concretizando, o que obrigou a a Peralta a contratar cerca de 450 novos funcionários para os serviços.

Após questionamento do vereador Edson Alexandre, o Edinho do Salão (MDB), a Peralta informou aos parlamentares que os serviços de capinação e roçagem ainda não foram iniciados. "Estamos em período final de contratação e treinamento dos funcionários, mas acredito que até a semana que vem", informou.

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