Pesquisadores desenvolvem projeto para ecopontos

Pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, começaram a desenvolver um projeto voltado aos ecopontos da cidade. Denominado "Sustentabilidade Urbana e Cidadania: Ecopontos e Práticas de Descartes", o estudo tem como objetivo conhecer os hábitos e as dificuldades dos usuários dos ecopontos para indicar melhorias no processo e formular políticas ambientais adequadas para o pleno exercício da cidadania.

A professora e pesquisadora da UMC, Maria Santina Morini, uma das profissionais da universidade envolvidas no projeto, explicou que a sustentabilidade urbana depende das boas práticas de cidadania. "Os ecopontos constituem uma etapa fundamental para o processo de reciclagem e destino correto de materiais de diversas naturezas, que podem ser reaproveitados. Desta forma, estamos colocando em prática ações que visam à conservação ambiental ao utilizar o que descartarmos, sem precisar buscar outras fontes de matéria prima e gerar mais resíduos", destacou.

O levantamento ainda irá ajudar a levantar o que a comunidade entende como mecanismos adequados de destino dos resíduos. "A equipe aplicará um questionário devidamente aprovado pelo Comitê de Pesquisa com perguntas relativas ao tipo de descarte e a importância do ecoponto para o usuário", esclareceu a professora.

A secretária municipal do Verde e Meio Ambiente, Michele de Sá Vieira, explicou que o objetivo da parceria é melhorar continuamente os ecopontos do município - que funcionam no Parque Olímpico, no Jardim Armênia e em Jundiapeba: "Nosso objetivo é oferecer aos cidadãos um serviço cada vez mais eficiente. Para isso, fechamos essa parceria com a UMC e teremos pesquisadores em contato com as práticas diárias nas três unidades. O trabalho nos ajudará a formatar ações concretas para aprimorar o funcionamento dos ecopontos", afirmou.

As atividades começaram este mês nos ecopontos do Jardim Armênia, Parque Olímpico e Jundiapeba. Estes espaços atendem apenas pessoas físicas, com limite de um metro cúbico por pessoa por dia - as empresas são responsáveis pela destinação de seus resíduos.