Consórcio com Suzano para a destinação do lixo é estudada

Mogi - A reunião entre o prefeito Caio Cunha (Pode) e a imprensa local na manhã de segunda-feira registrou o posicionamento do poder Executivo sobre os contratos do lixo e dos serviços funerários. Entre as novidades divulgadas pelo prefeito está um possível consórcio para a coleta e tratamento de lixo com Suzano.

O prefeito recapitulou o cenário da concessão do lixo e reforçou que a antiga proposta de Parceira Público-Privada (PPP) apresentava termos desfavoráveis ao município, como a instalação de um aterro sanitário. "Nos debruçamos sobre a proposta da PPP, que levou mais de um ano e meio para ficar pronta, e tentamos resolver essa situação", lembrou.

Caio Cunha relembrou aos jornalistas sobre a escolha das empresas para a criação do contrato emergencial, onde afirmou que teve que "subir a régua" para a escolha das empresas. "Queríamos garantir que uma empresa competente e idônea pudesse estar à altura do desafio que é a nossa cidade. No primeiro momento não havia ofertas, onde as empresas estavam hesitantes em participar do processo, mas depois que a primeira proposta foi enviada, as outras seguiram", lembrou.

Perguntado sobre o processo de criação de uma nova PPP, Caio Cunha afirmou que será necessário tempo para a elaboração de um plano adequado para o tamanho da cidade, mas que já está sendo elaborado. "Não será um planejamento que começará do zero, mas precisaremos de mais tempo", condicionou Cunha.

Sobre o período de transição entre empresas, o chefe do Executivo lembrou que ocorreram alguns problemas na mudança das empresas, mas que já foram superados. "Tivemos que, inclusive, auxiliar na elaboração de alguns itinerários, atravessamos a noite ajudando na composição das rotas", pontuou.

Questionado sobre ter conhecimento do projeto de PPP apresentado pela Prefeitura de Suzano, na semana passada, Caio Cunha afirmou que vem tendo diálogos com o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) sobre estudos para um possível consórcio no futuro.

Serviços funerários

O prefeito também comentou sobre o andamento dos contratos emergenciais para os serviços funerários. O contrato no atendimento aos serviços funerários também foi palco de polêmicas no primeiro semestre, com a mudança de empresas ocorrida em meados de junho e a decisão da Justiça pela manutenção das empresas.

O prefeito informou que já está em elaboração um novo edital, e que pretende chamar até quatro empresas para a atuação na cidade. "Estudamos colocar uma no distrito de Jundiapeba, e também estudamos a criação de um crematório. Mogi possui as condições e a demanda para um equipamento destes", concluiu.

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