Caio Cunha faz balanço à frente de Mogi em seu 1º aniversário na Prefeitura

Mogi das Cruzes celebra, hoje, 461 anos de fundação com desafios à frente
Mogi das Cruzes celebra, hoje, 461 anos de fundação com desafios à frente - FOTO: Emanuel Aquilera

Na véspera do aniversário de 461 anos de Mogi das Cruzes, o prefeito Caio Cunha (Pode) fez um balanço sobre a atuação do governo em diversas áreas: o andamento da pandemia de coronavírus (Covid-19); a disputa contra o pedágio; ações de infraestrutura; participação popular e os desafios do governo em seu primeiro aniversário. 

MogiNews: Após o ato realizado no Theatro Vasques, qual é a avaliação que o senhor faz do papel de Mogi das Cruzes como poder público e como sociedade na luta contra o pedágio da rodovia Mogi-Dutra (SP-88)? Tal disputa com o governo do Estado pode causar atrasos em projetos de mobilidade urbana, como o acesso do distrito do Taboão para a rodovia Ayrton Senna (SP-70)?

Caio Cunha: A pesquisa de opinião encomendada por empresários acerca do pedágio já deixou claro que a nossa população não quer essa praça de cobranças na nossa cidade. Sobre os atritos com o governo do Estado, estamos cientes que alguns projetos podem ser preteridos, mas mantenho o meu compromisso em manter o pedágio longe da cidade.

MN: No início do ano se falou em reestruturação da Rede Básica de Saúde para atender às demandas da Covid-19. Este processo foi concluído, está em processo, foi repensado? A Secretaria de Saúde já passou uma estimativa de quando recomeçam as cirurgias eletivas na rede municipal, Como está a fila?

Cunha: Hoje, quando falamos que a taxa de UTI está com 14%, é porque já passamos pela redução. A retomada de cirurgias eletivas é um assunto delicado, queremos manter alerta pela variante Delta e pela imprevisibilidade da pandemia. Queremos deixar um setor dedicado (ao coronavírus), mas bem menor do que o que já tivemos no passado. Temos que atender uma longa fila de cirurgias eletivas mas queremos estar preparados para uma terceira onda ou algo inesperado.

MN: Como prefeito de Mogi, qual é a sua avaliação da pandemia da Covid-19? Quais serão as ações e desafios para o pós-pandemia, em especial nas demandas da saúde com pacientes que tiveram sequelas?

Cunha: Os números da pandemia estão sendo positivos, a vacina chegou para dar esse alívio. Podemos esperar que Mogi nos próximos meses esteja com a situação mais amena do que pegamos, que foi num momento difícil da segunda onda, com 26 dias de bastante tensão, com mais de 100% de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

MN: A questão social foi abordada no primeiro semestre com os programas Mogi Contra Fome e os auxílios para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Qual é a avaliação destes programas depois de 8 meses de governo? Como está o andamento do programa Cartão Mogiano?

Cunha: Estas medidas atenderam uma necessidade gerada pela pandemia. São ações como o avanço da vacinação, o respeito aos protocolos sanitários, o monitoramento dos casos positivos, testagem e implantação do tratamento pós-covid, além, é claro, da oferta de leitos de UTI e Enfermaria no Hospital Municipal. Além dos esforços na Saúde, nos dedicamos também aos auxílios para recuperação Econômica e Social, com a criação dos Auxílios Mogianos (Emergencial e Empresarial), assim como o projeto Mogi Contra Fome. Estas ações só foram possíveis graças ao esforço no início da gestão que gerou economia na ordem de R$ 30 milhões.

MN: A pandemia da Covid-19 causou a interrupção de muitas obras de infraestrutura. A Prefeitura já tem uma estimativa de quando elas poderão ser retomadas?

Cunha: A pandemia não causou interrupções em obras, inclusive demos continuidade ao novo equipamento de Saúde ao lado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Rodeio, e as obras do novo ginásio esportivo no Mogilar, voltado para as categorias de base. Estamos buscando dar andamento para todas as obras que já foram iniciadas.

MN: O pacote de obras para a Volta Fria vem sendo esperado há mais de 30 anos com a reforma da ponte e asfaltamento da estrada. Qual a expectativa?

Cunha: A expectativa é que o governo estadual cumpra o que prometeu e que entregue as melhorias o quanto antes - inclusive, os serviços podem ser entregues em etapas, adiantando a pavimentação e a reforma da ponte em uma segunda etapa. O que o bairro precisa é destes avanços, e logo.

MN: O projeto Viva Mogi começa nas próximas semanas suas primeiras obras nesta gestão. Qual é a expectativa que podemos ter para os próximos anos neste programa?

Cunha: O programa é um grande guarda-chuva de investimentos, em diversos bairros e áreas de desenvolvimento, incluindo a drenagem, que é um problema sério. Este é um tema que é pouco lembrado, apenas quando falta. Faremos na região do Lavapés, em Jundiapeba e Jardim Aeroporto, onde tem pontos de enchente. O Viva Mogi não é apenas uma mudança de nome, mas adaptação de diversos pontos do programa, trazendo com o nome a intenção de viver e celebrar o desenvolvimento da nossa cidade.

MN: A Participação Popular foi uma das bandeiras na campanha de 2020. A população já começou a abraçar este processo com a plataforma Participa Mogi e a Secretaria de Transparência?

Cunha: As pessoas têm que ser ouvidas, precisam fazer parte. Estamos indo para a etapa final da escuta dos servidores para saber como é o ambiente de trabalho, e a plataforma Participa Mogi tem papel fundamental nas discussões do Plano Plurianual da cidade. Sobre a Secretaria de Transparência, nesta semana iremos protocolar o Projeto de Reorganização da Prefeitura - este não é o projeto de reforma administrativa, que é mais complexo. Neste momento não estamos criando nenhum novo cargo, apenas reorganizando vagas, para as Pastas de Transparência e Comunicação e de Desenvolvimento Estratégico e Gestão.

MN: No primeiro semestre, houve a saída de diversos secretários, como os titulares da Educação, Saúde e o secretário adjunto de Esportes, entre outros. Quais foram as lições que ficaram?

Cunha: Meu compromisso é com o resultado. Não há problemas nas trocas dentro da equipe - ajustes sempre serão feitos quando necessário para os resultados para a população sejam cada vez melhores".

MN: Outro ponto é a relação entre a Prefeitura e a Câmara, que passou por momentos mais intensos com a questão do contrato do lixo com a Peralta Ambiental. Este é um assunto em vias de superação? Como ex-vereador e atual prefeito, como é ver esta relação a partir dos dois pontos de vista?

Cunha: Este episódio, especificamente, foi importante para mostrar quem é quem. Tenho uma forma diferente de me relacionar com a Câmara e não abro mão do que acho correto. Ofereço diálogo e construção coletiva, já que valorizo os preceitos democráticos e republicanos.

MN: Mogi como todo o Estado e o país estão enfrentando desafios na área ambiental e no fornecimento de água. Como o Semae e a cidade se preparam para as projeções de falta d'água nos grandes centros?

Cunha: A cidade vem acompanhando a possibilidade de crise hídrica, bem como todas as outras cidades da região. O Semae detectou que 50% da água acaba se perdendo no caminho até o consumidor final, mas vem trabalhando para reduzir drasticamente este número. Mas entendemos que a situação em um contexto geral é preocupante.