Integração

Pergunte a qualquer empresário, de qualquer calibre, que está ou que quer se instalar no Alto Tietê, e eles falarão sobre as vantagens da região por sua "posição privilegiada". Mas estar no lugar certo não basta.

A posição do Alto Tietê, do ponto de vista das cadeias de produção industrial e comercial, é das mais invejáveis no país ou na América do Sul. Inserida no Rodoanel Mario Covas, próxima do porto de Santos com uma miríade de rodovias (incluindo a Mogi-Bertioga), próximos da Via Dutra e do principal corredor de negócios do Brasil (o Rio-São Paulo), na vizinhança de dois aeroportos e com um terceiro como alternativa (o de Viracopos, em Campinas, a 147 km).

Com um parque industrial robusto e diverso, com setor comercial rentável e uma população geral de 1,7 milhão de habitantes, aproximadamente, o Alto Tietê conta com todos os ingredientes para exercer um papel de protagonismo no desenvolvimento econômico do Estado, mas ainda compete com outras regiões, como as de Campinas e do Vale do Paraíba, embora esteja melhor posicionada. O motivo? Os "pequenos vícios" que incomodam - e que as cidades da região buscam corrigir.

A eterna "etapa de estudos" para a implantação da alça de saída do Rodoanel na rodovia SP-66 no limite entre as cidades de Suzano e Poá, segue sendo a peça a encaixar na complexa máquina que é a cadeia logística, que poderia viabilizar o escoamento da produção industrial. No entanto, a indecisão segue tolhendo oportunidades, que são agravadas com o constante temor da instalação da praça de pedágios na rodovia Mogi-Dutra, que resiste a constantes investidas da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

No entanto, nem tudo é um mar de más notícias. Os anúncios recentes de recuperação de estradas importantes como a dos Fernandes e do Furuyama, em Suzano; da Volta Fria e do Taboão em Mogi das Cruzes, bem como em outras cidades do Alto Tietê fortalecem não apenas a mobilidade, mas o escoamento da produção, abrem oportunidades para novos polos produtivos, movimentam a economia e trazem a riqueza.

Obras de estradas necessitam de um propósito, de um plano, ou se tornam eleitoreiras ou, numa crítica mais profunda, uma perda de tempo (que hoje é mais valioso que o dinheiro). Revitalizar estradas e dar a elas um propósito para o desenvolvimento econômico, integrar cidades e fortalecer a produção com sua destinação aos grandes centros consumidores - tudo isto faz com que o Alto Tietê não seja apenas "privilegiado", mas uma potência dentro do Estado e do país.

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