Vice-prefeito explica o que motivou sua saída do PDT

Walmir havia se transferido para o PDT em 2016
Walmir havia se transferido para o PDT em 2016 - FOTO: Gabriel Lima/Divulgação

Suzano - O vice-prefeito e secretário Municipal de Cultura, Walmir Pinto, conversou ontem com a reportagem para dar mais detalhes sobre o seu processo de saída do PDT, consumado na última semana.

Walmir, que se transferiu do PT para o PDT em 2016 na ocasião das eleições municipais como companheiro de chapa de Rodrigo Ashiuchi (PL) - e que repetiu a dobradinha quatro anos depois, em 2020 - afirmou que a decisão pela saída teve como principal componente a discordância com as posições tomadas pelo partido nas eleições do ano passado, bem como o prospecto para a disputa presidencial em 2022.

"Este era um processo que já vinha se desenrolando há um tempo, e teve seus momentos na eleição de 2020. Nós nos esforçamos para montar uma chapa competitiva para disputar as eleições para a Câmara, mas a executiva estadual e nacional ficou distante de nós. Tivemos 26 candidatos a vereador e só recebemos aporte financeiro do partido há uma semana das eleições, com uma verba equivalente a R$ 2 mil para cada candidato", apontou.

A atuação da legenda em outras cidades da região também foi um dos estopins para a saída do vice-prefeito de Suzano, como a falta de empenho em construir alianças em cidades como Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e a derrota na eleição para prefeito em Salesópolis. "Em Salesópolis foi uma derrota por 700 votos. Houve uma aproximação com o Caio Cunha (Pode) para compor uma chapa em Mogi das Cruzes, mas veio uma decisão de instância superior, e o candidato a prefeito do nosso partido naquela cidade teve menos votos para prefeito que nosso vereador mais votado em Suzano. O partido está enfraquecendo por falta de um projeto político consolidado", sublinhou.

Walmir também teceu críticas à direção nacional da legenda, em especial à decisão do PDT de aderir aos protestos contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) realizados no dia 12 de setembro pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e "Vem Pra Rua", de viés conservador. "É uma posição equivocada, por saber qual foi o papel do MBL na eleição do atual presidente", queixou-se.

Os trâmites da saída de Walmir do partido ocorreram de comum acordo e sem episódios entre ele e a executiva municipal. "Como eu já não estava frequentando as reuniões do partido, eu encaminhei na sexta-feira minha carta de desligamento, elencando os motivos para a saída. Meu pedido foi acatado e encaminhado", explicou.

Sobre seu trabalho como vice-prefeito e secretário de Cultura, o político reforçou que não houve mudança em sua equipe ou em suas atribuições. Sobre futuros partidos, ele garantiu que está estudando propostas. "Tenho uma história no campo progressista e na esquerda", finalizou.

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