Saúde

Bertaiolli visita Santa Casa para agilizar verbas para a entidade

Segundo direção da Santa Casa, valores estão retidos por "questões burocráticas" na administrarão municipal

André Diniz
12/11/2021 às 05:30
Atualizada em 12/11/2021 às 05:30.
André Diniz

André Diniz

Mogi - O deputado federal e ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), declarou ontem de manhã que pretende intermediar junto à Secretaria Municipal de Saúde a liberação de verbas de emendas parlamentares que estariam retidas na administração municipal.

A visita, feita à provedoria da entidade filantrópica responsável pela unidade hospitalar contou, com a participação do diretor-geral da Santa Casa de Mogi, José Carlos Petreca, que realizou uma breve explicação sobre a situação financeira da entidade.

Ao deputado federal ,o diretor explicou a situação financeira da entidade, ressaltando que os repasses enviados pelo município cobrem apenas um terço das despesas atuais; que os convênios prorrogados terão seu encerramento no final do ano e que a Santa Casa fez parte dos esforços para atendimento das vítimas do coronavírus (Covid-19) com a oferta de leitos de Enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Ano passado tivemos um débito cumulativo de R$ 8 milhões", afirmou.

Bertaiolli apontou que, no contexto nacional, à frente da Comissão de Entidades Filantrópicas na Câmara dos Deputados em Brasília, é possível notar em levantamento feito pelo Fórum Nacional de Entidades Filantrópicas (Fonif) em 2018 que mais metade dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são realizados por Santas Casas e hospitais filantrópicos.

O deputado também ressaltou o trabalho por emendas parlamentares para o custeio das unidades, além de participar como relator do projeto de lei complementar que instituiu o Marco Regulatório das Entidades Filantrópicas, além de emendas enviadas nos anos de 2020 para custeio do combate à pandemia, além de emendas para custeio da unidade em 2021, um total superior a
R$ 5 milhões.

Questionado pela reportagem sobre o atraso no repasse das verbas pela Prefeitura à Santa Casa oriundas do governo federal, o diretor-geral alegou que a administração municipal estaria "resolvendo questões burocráticas antes da liberação".

Para a equipe da Santa Casa, Bertaiolli comprometeu-se a realizar dois diálogos com a Secretaria Municipal de Saúde: o primeiro seria explicar ao titular da Pasta, Zeno Morrone Júnior, que as emendas para custeio podem e devem ser liberadas sem a necessidade de apresentação de um plano de trabalho por parte da entidade, e que a administração municipal deve auxiliar na definição das atribuições dos equipamentos públicos de Saúde. "Mogi sofreu na Saúde com o fechamento do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, que era uma referência regional para casos urgentes, o que caiu sobre os ombros da Santa Casa sem o devido pagamento. Outro ponto é a falta de clareza do papel de cada local: o que é de responsabilidade da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Hospital Municipal, do Hospital Luzia e da Santa Casa", concluiu.

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