Prefeitura rejeita aumento na tarifa dos ônibus para este ano

Empresas pediram um reajuste de até 57% no valor atual da tarifa de R$ 4,50
Empresas pediram um reajuste de até 57% no valor atual da tarifa de R$ 4,50 - FOTO: Divulgação

Mogi - A Prefeitura declarou ontem que, diferentemente de outras cidades do Alto Tietê, não pretende autorizar o aumento na cobrança da tarifa do transporte coletivo neste ano que hoje está em R$ 4,50, bem como pretende interromper a concessão de isenção sobre o Imposto Sobre Serviços (ISS) para as empresas que operam as linhas de ônibus municipais.

A declaração foi feita pela prefeita em exercício Priscila Yamagami Kehler (Podemos), acompanhada da secretária municipal de Mobilidade Urbana, Cristiane Ayres, à imprensa regional. O prefeito Caio Cunha (Pode), que está em licença em viagem oficial no exterior, participou remotamente do encontro.

A coletiva de imprensa, segundo a chefe interina do poder Executivo, tem como principal objetivo ajudar a esclarecer os rumores que começaram a circular desde a semana passada, com o pedido coordenado das concessionárias em reajustar o preço das passagens. Neste final de semana, Poá e Suzano confirmaram o aumento em suas redes de transporte público. "Historicamente, Mogi sempre teve a tarifa mais alta, e estamos trabalhando muito para que isso deixe de acontecer e que a tarifa seja a mais baixa possível, com muita transparência", destacou Priscila.

A secretária destacou que as planilhas de custo apresentadas pelas empresas para justificar os aumentos serão disponibilizadas ao público na página da Prefeitura na internet. Pelas planilhas, a Princesa teria solicitado um aumento de 56,44% (para R$7,04 por passageiro) e a Mogi Mob teria pedido um aumento de 57,33% (para R$7,08). Cristiane explicou que cada empresa possui uma fórmula distinta para elaborar o reajuste, e que um dos trabalhos será unificar os cálculo.

Por videoconferência, o prefeito reforçou que a rejeição da cobrança do ISS, assinada na gestão anterior, representaria cerca de R$ 4 milhões a menos nos cofres do município e que, nos oito anos em que foi aplicada, representou uma falta de R$ 23,6 milhões em investimentos. "Cerca de 40% deste montante, que poderia ir para a Educação e Saúde, não foi. Esta lei se encerra no dia 31 de dezembro, e não temos o intuito de renovar", apontou Cunha.

Perguntados sobre quais seriam os meios para equalizar os custos crescentes com combustíveis e matérias-primas com o fim da renúncia fiscal, as representantes da Prefeitura afirmaram que estão elaborando em conjunto com as empresas e com a população um novo sistema de linhas de transporte público, que seriam otimizadas para reduzir os custos e aumentar a acessibilidade dos usuários. "Este é um sistema de mais de 15 anos que veio recebendo diversos improvisos, e pretendemos pensar num sistema que seja moderno e que seja amigo da população. Vamos trabalhar para que Mogi não seja mais a cidade com a passagem mais cara do Alto Tietê".

Sobre possíveis retaliações das empresas em uma possível questão de cunho político, a prefeita em exercício reafirmou que a Prefeitura está protegida por contrato de qualquer tipo de paralisação.

 

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