Suzano e Poá justificam reajuste na tarifa do transporte público

Na região indústria de transformação é responsável por 25% dos empregos formais
Na região indústria de transformação é responsável por 25% dos empregos formais - FOTO: Divulgação

 

As prefeituras de Suzano e de Poá justificaram ontem a concessão do aumento na tarifa do transporte público de suas respectivascidades, ocorrida no final da semana passada. Em ambas as cidades, o preço da passagem passou para R$ 5.

O aumento no preço do ônibus municipal se tornou um tema recorrente nas cidades do Alto Tietê na última semana, após manifestação das empresas concessionárias de aumentar em até mais de 100% o valor da tarifa. Segundo a Radial Transportes, que atende a cidade de Suzano, o setor estaria passando por uma “crise” causada pelo aumento dos combustíveis e matérias-primas, bem como a redução da receita na pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Segundo a Prefeitura de Suzano, o aumento da passagem para R$5 está em vigência desde o último domingo. A administração, segundo nota divulgada, teria rejeitado pedido de aumento acima de 100%, elevando de R$4,40 para R$9, que teria sido considerado abusivo pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL). “Em nova proposta encaminhada, a empresa solicitou outro ajuste, desta vez para R$6 - mais uma vez houve recusa, e após reuniões entre representantes da PRefeitura e a concessionária, chegou-se a um consenso para R$5”, explicou.

O secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Claudinei Valdemar Galo, afirmou que o aumento dos custos teria colocado em risco a operação do transporte na cidade. Já o prefeito afirmou que, em contrapartida, a empresa terá que arcar com a responsabilidade de construir o novo terminal de Ônibus no distrito de Palmeiras e revitalizar o Terminal Norte, localizado junto à estação de trem da Companhia Paulisa de Trens Metropolitanos (CPTM).


POÁ
A Prefeitura de Poá informou por nota que, no início das tratativas com a empresa Radial Transportes, a prefeita Márcia Bin (PSDB) também negou a proposta de R$9 por considerar o aumento abusivo, e que negou também o pedido de elevação do preço para R$6, feito dias depois.

“Apesar de relutante contra o ajuste, a chefe do Poder Executivo reconheceu que a empresa também está com dificuldades para manter o serviço, já que o último reajuste ocorreu em 2019. E, neste período, houve reajuste salarial dos funcionários, elevação do preço do combustível, a pandemia reduziu o número de passageiros e a inflação, entre outros itens”, explicou.

Segundo a municipalidade, a prefeita solicitou que a pasta de Transportes e Mobilidade Urbana discutisse os valores para chegar ao menor valor possível, com o intuito de evitar o colapso no transporte. “Portanto, em um consenso entre todos, chegou-se ao valor de R$5”, concluiu.

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