Projeto prevê tirar ônibus de circulação do centro da cidade

Proposta segue em discussão na Prefeitura
Proposta segue em discussão na Prefeitura - FOTO: Emanuel Aquilera

Mogi - A Prefeitura deu mais detalhes ontem sobre o estudo que está realizando com as empresas de transporte público e com a comunidade para a reformulação das linhas de ônibus a partir do ano que vem, com o intuito de otimizar a utilização da rede para a população.

A medida foi citada pela secretária de Mobilidade Urbana, Cristiane Ayres, na entrevista coletiva realizada anteontem para anunciar que o município não pretende autorizar aumento na cobrança da tarifa de ônibus neste ano - o reajuste foi pleiteado pelas empresas que atuam nas cidades do Alto Tietê na semana retrasada.

Segundo a Pasta, o objetivo é que o sistema seja adaptado às necessidades atuais dos passageiros, de maneira mais eficiente e moderna. "A principal alteração do estudo é a retirada da circulação de ônibus pela região central, levando os pontos finais de parada para o terminal mais próximo da região que a linha serve. Esta medida oferece ganhos na agilidade e na pontualidade das viagens, uma vez que elimina a influência do trânsito intenso nas ruas do centro", explicou a secretaria por meio de nota.

O trabalho, segundo a administração municipal, está sendo feito em conjunto com as empresas concessionárias por meio de reuniões técnicas e com a população nas reuniões do programa Participa Mogi: Mobilidade Urbana. As medidas, na visão do Paço Municipal, poderão impactar no custo do sistema: "A economia em itens como o consumo de combustível, de pneus e a depreciação dos ônibus terá influência direta no custo do sistema", apontou.

Dois distritos da cidade já estão adotando o novo sistema de transporte público em regime de testes: Biritiba-Ussú e Sabaúna. Os projetos já foram apresentados para a população, e a partir das próximas reuniões no programa Participa Mogi, passarão por alterações e ajustes. "Com o redesenho proposto, os passageiros ganharão cerca de 40 minutos em cada viagem de ida e volta, e será possível a implantação de novas partidas nos dois distritos. Nos próximos dias será disponibilizado um link no site da Prefeitura para que os passageiros possam opinar sobre como os benefícios serão efetivados", concluiu.

Ajuste da tarifa

As medidas foram apresentadas na terça-feira como uma alternativa do governo mogiano para a adoção de subsídios e rejeição do Imposto Sobre Serviços (ISS) das empresas de transporte coletivo para a sustentação do preço da tarifa.

Segundo o prefeito Caio Cunha (Podemos), a renúncia fiscal do ISS nos últimos anos aplicada na cidade causou perdas acumuladas de aproximadamente R$ 23 milhões, e na visão da nova gestão tal isenção, que termina no dia 31 de dezembro, não será renovada.

"Estamos trabalhando de maneira árdua para que a cidade tenha a tarifa mais baixa do Alto Tietê", declarou a secretária Cristiane Ayres.

Sobre o valor da tarifa de ônibus a partir do ano que vem e a volta da cobrança do ISS, as empresas ainda não se pronunciaram oficialmente acerca do tema.

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