Trabalhadores rodoviários declaram estado de greve

Profissionais do transporte reivindicam reajuste salarial e direitos trabalhistas
Profissionais do transporte reivindicam reajuste salarial e direitos trabalhistas - FOTO: Mogi News/Arquivo

Mogi - O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Mogi das Cruzes e Região declarou ontem que está em estado de greve por um período de 72 horas, mas que poderá evoluir na próxima semana para uma paralisação do serviço no município. Os trabalhadores reivindicam o reajuste salarial e a garantia de direitos trabalhistas para a categoria.

Em comunicado assinado pelo presidente Felix Serrano de Barros, distribuído ontem, a entidade sindical alega que foram protocoladas as pautas de reivindicação para a data-base de reajuste dos trabalhadores - motoristas, cobradores, técnicos e demais profissionais - para o mês de novembro, mas ainda não foram confirmadas reuniões para debate ou outra manifestação por parte das empresas, e que o estado de greve foi aprovado em assembleia realizada com os trabalhadores do primeiro turno. "Foi aprovada a pauta e a autorização para a diretoria representar a todos em caso de greve ou dissídio", informou em nota.

O líder sindical Reginaldo Paccini realizou na tarde de ontem uma manifestação no Terminal de Ônibus da Estação Estudantes em Mogi das Cruzes, com o intuito de informar a população e mobilizar os trabalhadores da categoria. "Enfrentamos a pandemia, fomos uma das categorias que não pararam, perdemos amigos e colegas de profissão. Perdemos também poder aquisitivo. As empresas querem reduzir nossos salários e nossos benefícios", afirmou.

Segundo Paccini, o sindicato seguirá em estado de greve até a próxima semana, quando vence o prazo para que as empresas do transporte público possam se manifestar e iniciar as negociações do reajuste salarial e de benefícios da categoria. "Seguimos e estamos seguindo todos os protocolos para respaldo jurídico nesta questão. Caso não haja nenhuma resposta, tomaremos as medidas cabíveis para a paralisação e o protesto por nossos direitos. Não iremos abrir mão do nosso direito por reajuste salarial pela inflação e as perdas causadas pela pandemia", concluiu.

A última paralisação do transporte coletivo na cidade de Mogi das Cruzes aconteceu em junho de 2019, como parte da mobilização nacional realizada pelas centrais sindicais contra a proposta de reforma da Previdência pelo governo federal, que na época recebeu adesão dos ferroviários, professores do ensino público estadual, dentre outras categorias.

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