Câmara pede atenção para caos vivido no hospital

Ferraz - A Câmara Municipal aprovou em única discussão um requerimento solicitando aos órgãos e autoridades competentes providências em relação à precariedade no atendimento ao público no Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, na Vila Corrêa.

Além disso, no documento votado na sessão ordinária de terça-feira passada, a Casa também denunciou a falta constante de médicos especialistas na unidade. O pedido é assinado pelos vereadores Antônio Carlos Alves Correia (Republicanos), o Tonho, Roberto Antunes de Souza (Cidadania) e Luiz Fábio Alves da Silva (PSB), o Fabinho.

Ainda dentro da lista de problemas existentes no Hospital Regional, os três parlamentares citam a ausência de atendimento humanizado nos setores de clínica médica, na prestação de serviços de segurança e na recepção em geral. Os vereadores destacam também a superlotação, já que muitos pacientes ficam espalhados pelos corredores jogados em macas e cadeiras de roda aguardando a boa vontade de funcionários e médicos. Eles criticam ainda a existência de filas extensas na parte exterior da unidade, deixando à própria sorte pessoas idosas e demais usuários que possuem direito constitucional de acesso à saúde pública digna.

Outra área do Hospital Regional que também ganhou queixas dos vereadores foi a de Assistência Social. De acordo com eles, se tornou rotina receber reclamações diretamente de munícipes relatando que são impedidos de acompanharem os seus entes queridos internados por falta de informações básicas. "Na realidade, eles são tratados sem nenhum tipo de empatia e civilidade, o que, aliás, é uma obrigação de todo o cidadão atender bem o seu semelhante, mas, sobretudo, servidores públicos", dizem Tonho, Roberto de Souza e Fabinho. Os parlamentares acusam ainda a demora na fila por cirurgias eletivas tendo em vista que o tempo de espera chega a seis meses ou mais.

Em todo caso, apesar de todas essas falhas no atendimento prestado à população, um episódio recente que simboliza muito bem o descaso com os pacientes aconteceu no dia 14 deste mês, quando um morador local foi declarado como morto, porém, depois descobriu-se que fora um engano para alívio da família e amigos. No entanto, infelizmente, no último final de semana, o cidadão veio a óbito. Segundo o diretor técnico do Hospital Regional, Roberto Kameo, o caso está sendo apurado e o resultado da sindicância deve sair em breve. Para ele, por mês, a unidade atende em média 18 mil usuários.

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