Prefeitura informa repasses para a Ortopedia da Santa Casa

Estimativa é de que aproximadamente 500 pessoas aguardam na fila para intervenções cirúrgicas ortopédicas
Estimativa é de que aproximadamente 500 pessoas aguardam na fila para intervenções cirúrgicas ortopédicas - FOTO: Mogi News/Arquivo

Mogi - A Prefeitura informou ontem que realizou os repasses financeiros da emenda parlamentar do deputado federal e ex-prefeito mogiano Marco Bertaiolli (PSD-SP) para a realização de cirurgias eletivas ortopédicas na unidade hospitalar filantrópica.

A polêmica teve início no início do mês, com declarações da provedoria da Santa Casa durante visita do deputado federal, sobre suposto "represamento" de envio de dinheiro para o custeio de operações e do atendimento ao público na Santa Casa, localizada na região central da cidade. Dentre os valores a serem recebidos, estaria uma verba para a realização de cirurgias para a retirada de pinos metálicos de pacientes que sofreram trauma ortopédico, como fraturas decorrentes de acidentes.

Segundo a administração municipal, o valor de
R$ 1.104.396,00 foi enviado no dia 19 de novembro. "O valor é proveniente da Portaria 1.503, de 05/07/2021", informou a pasta municipal de Saúde. A expectativa do poder público é de que 500 pessoas na cidade aguardam na fila de espera para a realização de procedimentos cirúrgicos ortopédicos deste tipo.

A reportagem tentou entrar em contato com a provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes para comentar o assunto, mas até o final da tarde de ontem não obteve resposta. O Grupo MogiNews/DAT segue à disposição da provedoria para devida divulgação de informações.

Entrega de planilhas

Outro ponto nas relações entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a entidade foi a confirmação ontem da entrega das planilhas de custos de operação do Pronto-Socorro da Santa Casa, que funciona em parceria com o município por meio de convênio.

O contrato, assinado em 2019, previa repasses de mais de R$ 900 mil por mês para a instituição filantrópica, e recebeu um acréscimo para aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês. No entanto, para a repactuação do convênio que foi prorrogado no início do ano e que vence no dia 28 de dezembro, a Santa Casa pede R$ 3,6 milhões, alegando aumento nos custos de matérias-primas, medicamentos e manutenção da folha de pagamento.

Segundo o Executivo, uma nova reunião está marcada para a próxima segunda-feira, quando uma comissão conjunta com representantes da Prefeitura e da entidade provedora irão debater os detalhes necessários para a renovação do convênio para a utilização do Pronto-Socorro.

O PS é a única unidade de atendimento de urgência e emergência em funcionamento no município, desde o fechamento do PS do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, que é de responsabilidade do Estado. O fechamento ocorreu em dezembro do ano passado, passando a serem admitidos apenas casos de urgência como acidentes e traumas com risco de morte ao paciente.

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