Mogi mantém obrigatoriedade de máscaras até 15 de janeiro

Acessório ainda é apontado como melhor forma de evitar a transmissão da Covid-19
Acessório ainda é apontado como melhor forma de evitar a transmissão da Covid-19 - FOTO: Divulgação

Região - A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou ontem que pretende manter obrigatório o uso de máscaras pela população em locais abertos até o dia 15 de janeiro do ano que vem, diferentemente da determinação do governo do Estado de abolir a obrigatoriedade no início do próximo mês.

O anúncio foi feito anteontem pelo governador João Doria (PSDB), quando estabeleceu a data de 11 de dezembro como o fim da obrigatoriedade das máscaras que previnem a transmissão da Covid-19 em locais públicos. Segundo o governador, a queda nas infecções e o aumento da taxa de vacinação completa seriam os fatores preponderantes na decisão, mas que os municípios teriam autonomia para manter obrigatoriedade caso necessário.

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), anunciou ontem pelas redes sociais que as máscaras continuarão exigidas na cidade. "É hora de sermos responsáveis. Por isso, o uso de máscaras continua sendo obrigatório em Mogi, em todos os locais, até 15 de janeiro de 2022. Não podemos relaxar na época mais movimentada do ano. Após esse período, a situação será reavaliada. O cuidado continua!", pontuou.

Segundo a Secretaria de Saúde do município, a população com mais de 18 anos que tem duas doses ou dose única da vacina está em 89% da meta. A cidade teve durante outubro 1.007 casos positivos e 26 óbitos, enquanto que no ano passado, ao final da primeira onda de contaminações, teve 1.392 casos e 38 mortes.

Outros municípios

A Prefeitura de Suzano informou que também visa manter a obrigatoriedade das máscaras após a data-limite do Estado, por entender que ainda é uma medida fundamental para coibir a disseminação do vírus. "A avaliação da pandemia será feita semanalmente pelo Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus", informou.

Suzano conta com cobertura de 80,53% da população com mais de 12 anos com o ciclo vacinal completo. No mês passado, foram 12 mortes e 682 casos da doença na cidade, sendo que em outubro do ano passado foram 924 casos e 15 óbitos.

Já Santa Isabel informou por nota que seguirá as determinações do Plano São Paulo, com base nos dados estatísticos de vacinação. A cidade alcançou no dia 24 de novembro 85,2% de seu público-alvo com a vacinação completa, e marcou em outubro deste ano 70 casos positivos e quatro mortes. No mesmo período em 2020 foram 87 casos e também quatro mortes.

Guararema declarou que aguarda um debate com os demais municípios do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) para tomar uma decisão. Em nota, a cidade informou que mais de 82% da população já recebeu duas doses ou a dose única, e que em outubro deste ano foram registradas três mortes por Covid-19, duas a menos que em outubro de 2020.

Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde de Poá, a nova medida ainda está sendo discutida pelo Comitê Municipalista Intersetorial de Prevenção à Covid-19, e ainda não há uma definição sobre o assunto.

Até o fechamento desta matéria, as cidades de Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos não enviaram respostas sobre o tema.

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