denúncia popular

Por irregularidades, indústria de alumínio é interditada

Empresa operava sem licença ambiental e emitia grande quantidade de gases poluentes na rodovia Índio Tibiriçá

Fabio Miranda do Amaral
04/12/2021 às 05:30
Atualizada em 04/12/2021 às 05:30.
Maurício Sordilli/Secop Suzano

Maurício Sordilli/Secop Suzano

Suzano - A Prefeitura, em ação conjunta com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), realizou ontem a interdição de uma empresa de produção de alumínio com sede na rodovia Índio Tibiriçá (SP-31). O local atuava de forma ilegal, sem as devidas documentações municipais e a regularização necessária do órgão ambiental do Estado. O caso foi identificado a partir de denúncias recebidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente a respeito da emissão de grande quantidade de gases poluentes na via.

Assim que as manifestações da população chegaram ao conhecimento da Pasta, as autoridades municipais contataram a Cetesb, que é responsável pelo segmento. Em ofício, o órgão estadual alertou que a empresa citada não possuía Licença de Operação desde o final de 2020, por não atender exigências técnicas relacionadas a medidas de controle ambiental da fonte de poluição. Ela protocolou um novo pedido de documento neste ano, mas não poderia funcionar durante o período de análise. Os agentes do Estado ainda destacaram que o espaço vem sendo autuado e penalizado pelas infrações desde janeiro.

Diante dos fatos, o Departamento de Fiscalização de Posturas da Prefeitura foi acionado para verificar o funcionamento do empreendimento, que contava com cerca de 48 funcionários. Ao lado de profissionais da Cetesb, da Secretaria de Meio Ambiente, da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar (PM), os fiscais foram até o endereço, que fica próximo à base da Polícia Rodoviária.

Chegando lá, eles flagraram a fumaça sendo liberada e abordaram os responsáveis pelo negócio, que funcionava normalmente. Os agentes vistoriaram todo o espaço e identificaram que, além da licença do Cetesb, a fábrica também não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), outro documento obrigatório. Com a constatação das irregularidades, a construção e os maquinários foram interditados e lacrados. O empreendimento deve permanecer fechado até se regularizar, passível de responder criminalmente caso a interdição seja desrespeitada. O órgão estadual também tomará as medidas cabíveis.

O secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, agradeceu à Cetesb pela parceria sólida construída com a administração municipal ao longo dos anos. Segundo ele, este diálogo constante foi o que possibilitou um atendimento rápido ao caso, solucionando o problema. "Além de apresentar um risco enorme ao meio ambiente, a emissão dos gases prejudicava a saúde dos pedestres e moradores das proximidades, tirando inclusive a visibilidade dos motoristas no trânsito. Mantemos fiscalização constante pela cidade, atentos a qualquer atividade que coloque em risco a preservação ambiental e o bem-estar da população", concluiu.

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