Saúde

Mortalidade infantil recua no Alto Tietê em duas décadas

Números gerais caem 59,5%; Guararema lidera ranking com queda de 82,2% em óbitos por mil nascimentos

André Diniz
04/12/2021 às 05:30
Atualizada em 04/12/2021 às 05:30.
Daniel Carvalho/Arquivo

Daniel Carvalho/Arquivo

Região - Um levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), divulgado ontem revelou que os índices de mortalidade infantil caíram drasticamente no Alto Tietê no período entre 2000 e 2020. As quedas nas taxas de mortalidade chegam a até 82% em algumas das cidades pesquisadas.

O levantamento de mortalidade infantil leva em conta quatro situações: neonatal precoce, neonatal tardia, pós-neonatal e óbitos de crianças com menos de um ano de idade. Os óbitos totalizados com menos de um ano, no ano passado, foram 245, sendo que no início do milênio eram 604, representando uma queda de 59,41%.

No total, em 2020 foram registrados 116 casos de óbito neonatal precoce, contra 320 há 20 anos, uma queda de 63,75%. Nos casos neonatais tardios, foram 57 no ano passado e 106 em 2000, uma queda de 46,23%. Nos casos pós-neonatal, que se referem entre um mês e um ano de vida, foram 72 vítimas na região em 2020, contra 178 em 2000 - queda de 59,5%.

O levantamento estatístico também apontou que houve uma queda no número de nascimentos realizados na região na comparação entre 2000 e 2020. Enquanto que em 2000 foram 27.452 registros, no ano passado o número de nascimentos foi totalizado em 22.916 - uma queda de 16,52%.

Números regionais

A Fundação Seade separou os 645 municípios em quatro faixas - Faixa 1 (em até 10 em cada mil nascimentos), Faixa 2 (de 10 a 15 óbitos em cada mil nascimentos), Faixa 3 (acima de 15 até 20 óbitos por mil nascimentos) e Faixa 4 (acima de 20 mortes).

Dentre os demais municípios que estão na Faixa 1 da Seade, ficaram Suzano, com 9,94, e Mogi das Cruzes, com 9,88 óbitos em mil nascimentos. Ambas as cidades tiveram queda de mais da metade entre as duas décadas: em Suzano foi uma redução de 58,15% (23,75 há 20 anos) e 55,15% em Mogi (22,03).

Duas cidades constam na Faixa 2 do índice de mortalidade infantil: Itaquaquecetuba e Poá que, respectivamente tiveram 12,57 e 10,2 de taxa de mortes prematuras em mil partos. No entanto, as cidades também apresentaram queda expressiva quando comparadas com 2000: Itaquá tinha 22,51 (queda de 44,16%) e Poá tinha 13,71 (redução de 25,6%).

Na apuração da Fundação, nenhuma das cidades está na faixa mais intensa, sendo que apenas duas cidades estão na Faixa 3 - Biritiba Mirim (16,62) e Arujá (16,43). No entanto, cabe ressaltar que ambas as cidades, no início da década retrasada, apresentavam números muito mais altos: taxa de 32,32 em Biritiba Mirim (queda de 48,5%) e 22,61 em Arujá (queda de 27,33%).

A cidade com a menor taxa de mortalidade e com a maior redução foi Guararema, que em 2000 tinha 25,64 óbitos por mil nascimentos e chegou ao ano passado na marca de 4,54 - uma redução de 82,29%.

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