Covid-19

Afastamentos nas prefeituras forçam remanejamento na Saúde

Cidades acompanham evolução de casos da variante ômicron e não descartam adiar volta presencial às aulas

André Diniz
14/01/2022 às 00:00
Atualizada em 14/01/2022 às 00:00.
Divulgação/PMMC

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Região - Os recentes afastamentos causados pela nova variante do coronavírus, a ômicron, no serviço público levaram ao remanejamento de profissionais na Saúde e Educação, mas colocaram gestores públicos em atenção - este foi o apontamento feito pelos prefeitos de cidades do Alto Tietê na tarde de ontem ao Mogi News/DAT.

As duas secretarias, além de serem consideradas como fundamentais na administração pública com investimentos mínimos em lei, estão no centro da nova curva de casos no início do ano, no aumento da demanda pelo atendimento médico e na proximidade do início do ano letivo.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que está no total com 33 pessoas afastadas na Secretaria de Educação e 16 na Secretaria de Saúde, entre casos de gripe, bem como casos suspeitos e confirmados de Covid-19. "A Pasta da Saúde está gerenciando as ausências pelo remanejamento de profissionais, sobretudo nas áreas assistenciais como Pronto-Atendimento e Unidades de Referência para síndrome gripal. Por estar em recesso escolar, o impacto na Educação foi mínimo, mas remanejou funcionários para que não haja prejuízo aos serviços", esclareceu.

A cidade de Suzano declarou em nota que, desde o início do ano, teve 14 afastamentos por Covid-19 na Saúde e nove na Pasta da Educação. "Os afastamentos não têm impactado consideravelmente o trabalho, e o gerenciamento da situação conta com a colaboração e empatia dos demais servidores ativos durante o período de recuperação dos afastados", explicou. Sobre os planos para volta às aulas na rede municipal, a Secretaria de Educação informou que, por enquanto, a retomada das aulas presenciais está mantida para o dia 7 de fevereiro, mas que avalia a situação semanalmente.

A Prefeitura de Arujá informou por nota que no total foram 97 servidores afastados entre 15 de dezembro do ano passado e 10 de janeiro, sem detalhes sobre as pastas de Saúde e Educação. "O prefeito e o secretário municipal de Saúde pediram a colaboração dos servidores da Saúde para que férias possam ser adiadas além de outras medidas, como ampliação da triagem e o atendimento dos casos suspeitos de Covid-19 e encaminhamento para tratamento", informou a cidade em nota.

Em Guararema, a Prefeitura declarou que até o início da semana tinha afastado três servidores na Saúde e nenhum na Educação, uma vez que a Pasta está em férias coletivas. "A Secretaria de Saúde avalia a função do profissional e traça estratégias em cima disso, e em alguns casos há o remanejamento de um profissional de outra Unidade Básica - já se for um profissional que trabalha com agenda, há o remanejamento de pacientes para outra data", esclareceu.

A Secretaria de Saúde de Ferraz de Vasconcelos informou que foram contabilizados 62 funcionários que atuam na Atenção Básica em afastamento por Covid-19 e 42 servidores na Educação, entre funcionários e estagiários. "Até o momento está sendo possível manter os serviços prestados pela reorganização destes atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde. A volta dos alunos às aulas presenciais pode ser repensada e seguiremos as orientações da Secretaria de Saúde do Estado", informou.

Em Itaquaquecetuba, foram declarados 55 funcionários da Saúde afastados com Covid-19. A Prefeitura afirmou que está reforçando o distanciamento nos atendimentos, além de convocar funcionários aprovados em concursos públicos realizados previamente. "Com o avanço da nova variante, é possível repensar o início do ano letivo em prol da segurança e da saúde de todos", avisou em nota.

A Prefeitura de Poá apontou 17 ausências nos setores-chave, sendo 15 na Saúde e duas na Educação. "Até o momento, o município mantém o retorno presencial a partir do dia 1º de fevereiro", concluiu.

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