Hábitos

A vida é feita de hábitos, alguns adquiridos pela educação que recebemos, outros aprendidos sob as circunstâncias: quem não aprendeu a escovar os dentes depois das refeições com os pais ou professores, aprendeu após um tratamento de canal. E às vésperas do terceiro ano da pandemia da Covid-19, vemos o fruto dos hábitos de antes e de depois da pandemia.

O Brasil, há algumas gerações, perdeu o medo de tomar vacinas. Com o trabalho contínuo de governos, conseguimos banir a poliomielite e, por muitos anos, mantivemos o sarampo longe de nossas crianças e adultos. E, na pandemia da Covid-19, abraçamos a campanha de imunização do Ministério da Saúde e do governo do Estado, após o pesadelo contínuo de mais de um ano e meio de mortes, internações, lockdowns e todo o medo que o vírus nos trouxe.

No entanto, outros hábitos nos aprisionam ao ciclo de dor e medo: pelo segundo ano consecutivo, prefeitos e governadores assistem a ascensão de infectados após as festas de fim de ano, apesar dos apelos e da amarga experiência do primeiro semestre de 2021, quando assustadoramente vimos a média de mortes no país chegar à casa dos milhares.

Das experiências nos últimos dois anos, seguimos vendo uma leve mudança nos padrões desta pandemia que ainda não acabou e está longe de acabar. Quando confrontados com as necessidades e os desafios, a maioria dos brasileiros atende ao chamado à consciência. Como vimos nas últimas semanas com as contaminações dos prefeitos de Mogi das Cruzes e Poá, a nova variante do Sars-CoV-2, a ômicron, ainda se espalha e assusta, mas pelos hábitos da vacinação e das medidas de prevenção e higienização podemos nos afastar da reprise macabra de 2020 e 2021.

Os hábitos que criamos nesta pandemia salvaram e salvarão centenas de milhares, ou milhões de vidas nos próximos meses. As duas doses da vacina, para muitas pessoas, foram a diferença entre uma semana em isolamento ou um mês em um respirador artificial. É nosso dever como integrantes da sociedade continuar os bons hábitos e rejeitar os maus hábitos.

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