Estado diz que fará análise para necessidade de leitos Covid-19

Santa Marcelina está recebendo pacientes com Covid
Santa Marcelina está recebendo pacientes com Covid - FOTO: Mogi News/Arquivo

Região - O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) informou que requisitou ao governo do Estado a reabertura dos leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais estaduais, como medida para atender ao aumento da demanda de contaminações do coronavírus (Covid-19) na quinta-feira. Com isso, o MogiNews/DAT ouviu as cidades do Alto Tietê sobre a situação nos leitos.

Segundo o Condemat, a região perdeu 81,7% dos leitos de emergência e 57,8% dos leitos de Enfermaria entre abril e dezembro do ano passado, e que a taxa de ocupação em alguns hospitais de referência, como o Santa Marcelina em Itaquaquecetuba e o Hospital Regional Dr. Osíris florindo Coelho, de Ferraz de Vasconcelos, já estão com lotação esgotada. "Tivemos uma grande desmobilização de leitos de gestão estadual, o que diminuiu a nossa oferta", afirmou o prefeito de Guarulhos e presidente do consórcio, Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o estado tem ocupação média de 57,3% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 42,8% no setor de Enfermaria, e que a rede tem capacidade de absorção de novos casos. "Preventivamente, a Secretaria de Estado desacelerou em janeiro qualquer redirecionamento dos leitos exclusivos para a assistência do coronavírus e, se necessário, ampliará a assistência exclusiva. Toda e qualquer medida adotada no Estado é precedida por análises técnicas junto ao Comitê Científico", declarou.

A Saúde de Suzano informou que a ocupação de pacientes com síndrome gripal subiu de 10% na virada do ano para 30% na sexta-feira. O município afirma que atualmente não há risco de colapso, mas segue avaliando o cenário. A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que houve uma variação de 0,1% nos leitos de enfermaria e 0,4% na ocupação de UTI desde o início do ano, e que mantém o Hospital Municipal como referência para atendimento de pacientes, podendo promover ajustes nos leitos de acordo com a necessidade.

Itaquaquecetuba informou que a média de ocupação é de 20% para leitos de Enfermaria e emergência, e que a maior parte dos pacientes dá entrada nas unidades com sintomas leves e seguem o tratamento em casa.

A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos informou que não conta com leitos municipais de enfermaria, mas com dois gripários com 140 vagas cada, para atendimento exclusivo à síndrome gripal. Os casos graves sendo encaminhados para o Hospital Regiona.

A situação é inversa em Santa Isabel, onde a prefeitura declarou que hoje tem 100% dos leitos de Enfermaria e 50% dos leitos de emergência com pacientes. "Estamos avaliando o crescente número de casos desde o início do ano e se preciso for, vamos voltar às configurações de leitos como na primeira e segunda ondas - não vamos permitir nem esperar por um colapso da rede", prometeu a administração.

Em Arujá, os leitos estão em 30% da capacidade e a Prefeitura informou que não há risco. "Caso haja alta na demanda, provavelmente adotaremos o sistema de leitos estendíveis", explicou.

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