Covid-19

Vacinação completa um ano e reduz letalidade e internações

Desde o início da campanha, mais de 2,8 milhões de doses foram aplicadas na região para combater a doença

André Diniz
20/01/2022 às 05:30
Atualizada em 20/01/2022 às 05:30.
Wanderley Costa/Secop Suzano

Wanderley Costa/Secop Suzano

Região - Há um ano o Alto Tietê começava a ver um caminho para fora da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com o início da campanha nacional de imunização - uma iniciativa que, nos últimos 12 meses, ajudou a frear a curva de contaminação após mais de 2,8 milhões de doses. Para secretários de Saúde de cidades da região, o número de mortes e mudou até mesmo o perfil dos pacientes internados nos hospitais públicos e privados.

A campanha de imunização começou no Estado de São Paulo três dias após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial de duas vacinas: a Coronavac produzida em uma parceria do Instituto Butantan e o laboratório Sinovac, e a vacina desenvolvida em parceria da Astrazeneca com a Fundação Oswaldo Cruz. Na primeira etapa, durante os meses de janeiro e fevereiro, foram vacinados os trabalhadores da linha de frente da Saúde, considerados os mais expostos ao vírus.

O primeiro morador do Alto Tietê a receber a vacina contra a Covid-19 foi Davi Chaves de Oliveira, enfermeiro do Hospital Municipal de Braz Cubas. Segundo a Secretaria de Saúde, a ocupação dos leitos caiu de 72% na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 62% na Enfermaria - segundo dados do governo do Estado, um total de 816,9 mil doses já foram aplicadas na população. "A vacinação está contribuindo para reduzir os índices de mortalidade. Os boletins do Ministério da Saúde tem apresentado alta nas novas infecções, mas os óbitos sobem muito lentamente, e o mesmo tem ocorrido em Mogi: neste ano tivemos 1.478 novos casos com apenas um óbito", informou o secretário Zeno Morrone Junior.

Em Suzano, a taxa de ocupação dos leitos recuou de 65,6% no dia 19 de janeiro de 2021 - quando a enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Boa Vista Geraldina Cristina foi vacinada - para 13,6%, com apenas três leitos de 22 disponíveis para o vírus na rede. "Houve um período de diminuição na quantidade de casos, e com a nova onda o número voltou a aumentar; porém, até o momento, são poucos casos graves. Pacientes com comorbidades vacinados e que foram contaminados foram bastante beneficiados, por apresentarem quadros mais leves", afirmou o secretário Pedro Ishi, da Saúde.

Na cidade de Poá, desde o início da vacinação a taxa de infectados em internação caiu de 38% no dia 19 de janeiro de 2021 para lotação-zero na tarde de ontem. A cidade, segundo dados do governo do Estado, havia aplicado até ontem 208.741 doses da vacina em sua população - a primeira a receber na cidade foi a auxiliar de enfermagem Fabiana Alexandre da Silva Vicente. "A vacinação foi extremamente importante para diminuir os casos graves da doença", declarou o comando da pasta da Saúde da cidade.

A cidade de Ferraz de Vasconcelos informou em nota que, embora não tenha leitos em sua rede municipal, notou a redução dos custos do município com a pandemia, após vacinar 298.747 pessoas nas estimativas da Secretaria de Estado da Saúde; a primeira vacinada foi a auxiliar de enfermagem Alaíde da Cunha, 65 anos. "A vacinação ajudou a reduzir os custos com a pandemia pois, ao se contaminar com Covid-19 e evoluir para forma moderada a grave, isso acaba agravando as doenças de base e, com isso, necessitaria de recursos avançados. Com a vacinação, estes casos diminuíram o que automaticamente", explicou a administração municipal.

A cidade de Itaquaquecetuba, que começou com a coordenadora de enfermagem Gisela Lopes Duque, de 39 anos, chegou à marca de 603.509 pessoas imunizadas. Segundo dados do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), a cidade registrou ao longo do ano 18.868 casos positivos da doença, com 757 mortes; no entanto, desde o dia 30 de dezembro, foram apenas 271 casos e apenas um óbito.

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