Final de semana

Chuva deixa um morto em Arujá

Outras cidades não registraram mortes, mas famílias inteiras foram obrigadas as deixar as casas por riscos

André Diniz
01/02/2022 às 05:30
Atualizada em 01/02/2022 às 05:30.
Divulgação/PMMC

Mogi teve o mês de janeiro mais chuvoso em 16 anos - FOTO: Divulgação/PMMC

O Alto Tietê foi uma das regiões da Grande São Paulo que sofreu com as chuvas do final de semana, onde foi registrado um caso fatal na cidade de Arujá. Na maioria dos municípios, houve chamados à Defesa Civil para quedas de muros, deslizamentos, alagamentos e risco de desmoronamento.

Em Arujá, um homem de 59 anos faleceu ao se afogar após seu veículo cair em um sistema de coleta de água das chuvas durante a tempestade de sábado. Em todo o Estado são 24 mortos pelas chuvas. O Palácio dos Bandeirantes confirmou R$ 1 milhão em repasses para Arujá para ações sociais e de recuperação urbana.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que a Defesa Civil registrou 201,5 milímetros (mm) de chuvas entre sábado e ontem, mais de 50mm acima dos radares do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, com picos no domingo de 116mm - o acumulado de janeiro foi de 491,2mm, o maior índice nos últimos 16 anos.

Segundo a Defesa Civil, houve elevação das águas na região do Mogilar, Ponte Grande, Jardim Maricá e Vila Industrial, com a cheia do rio Tietê, bem como pontos de alagamento nos distrito de Cezar de Souza, Sabaúna, Braz Cubas, Centro e Jundiapeba. Uma residência no Botujuru e um estabelecimento no Jardim Camila foram interditados com risco de desabamento, e três quedas de árvore causaram interrupção no serviço de eletricidade.

Marginal do Una

Suzano declarou que a Defesa Civil foi chamada para um caso na tarde de sábado, após a queda de parte do muro das obras do futuro Centro de Iniciação ao Esporte e o trecho de uma calçada, no Jardim Santa Inês - o episódio não deixou vítimas e não atingiu imóveis, segundo a administração municipal, que apontou pico de 128mm de chuva na região do bairro Cidade Miguel Badra.

A Prefeitura também esclareceu relatos de moradores de um suposto deslizamento na avenida Mário Covas Junior - a Marginal do Una. Segundo a Defesa Civil, a elevação do rio Una levou parte do material de um serviço de retaludamento que estava sendo feito no local, mas o talude já existente segue intacto. "As pistas não foram afetadas, por isso não houve interdição do trânsito", concluiu.

A cidade de Itaquaquecetuba marcou 17 situações envolvendo alagamento, queda de muro, deslizamento e remoção de pessoas. "Dois blocos de apartamentos no bairro Chácara Cuiabá foram interditados e as 19 famílias foram removidas e realocadas em hotéis", informou a administração municipal, que apurou 135mm de chuvas em 72 horas e 409mm ao longo do mês.

A Defesa Civil de Guararema informou que foi acionada em três ocorrências: uma residência em risco de desabamento no centro, a queda de barreira que atingiu uma casa no bairro Convento e a queda de um muro na Freguesia da Escada. Nas medições locais, foram marcados 116mm de chuva no centro e 122,8mm na região norte em três dias.

"No bairro Convento, a casa foi interditada e os moradores foram realocados para a casa de conhecidos, assim como no Centro. Vale ressaltar que a Secretaria Municipal de Assistência Social está acompanhando os casos e prestando auxílio às famílias que precisarem, sendo que ninguém ficou ferido", informou.

Material básico

A Defesa Civil de Poá recebeu chamados para quedas de árvores, um chamado para escorregamento de terra e três vistorias, sendo uma para árvore e duas para residências em risco, e confirmou 106,8mm de chuva nos últimos três dias. "Foi registrada uma ocorrência de deslizamento de terras com queda de muro, e na ocorrência uma família ficou desabrigada. Foi realizada a interdição do imóvel e a família foi encaminhada para a Secretaria de Habitação, para cadastro e pagamento do aluguel social", explicou a administração municipal.

Em Santa Isabel, foram registradas mais de dez ocorrências de deslizamento de terra, alagamento, e quedas de árvores. Segundo a Defesa Civil, famílias perderam materiais básicos, e o caso está sendo tratado pela Pasta municipal de Desenvolvimento Social, o Fundo Social de Solidariedade e a Defesa Civil do Estado. Ferraz de Vasconcelos registrou três ocorrências, sendo uma queda de árvore e dois deslizamentos na Vila Jurema e Itajuíbe, todos sem vítimas e em desalojados.

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