Mogi das Cruzes

Aluna trans agredida não volta às aulas presenciais

A decisão foi tomada em conjunto com a diretoria de ensino da região, direção da escola e parlamentares

Ingrid Leone
16/02/2022 às 13:38
Atualizada em 16/02/2022 às 19:40.
Divulgação/Alexandra Braga

Reunião ocorreu ontem em Mogi com a presença de dirigentes de ensino - FOTO: Divulgação/Alexandra Braga

A aluna transgênero agredida na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco em Mogi das Cruzes, na quarta-feira da semana passada, não voltou às aulas presenciais. De acordo com publicação oficial do Fórum Mogiano LGBT, a decisão foi tomada após reunião com família, parlamentares e organizadores de movimentos sociais da região.

A reunião aconteceu em Mogi das Cruzes e contou com a presença de psicólogos, diretores, dirigentes de ensino, membros do Fórum LGBT e do Sindicato dos Professores de Mogi, além da deputada estadual Erica Malunguinho (Psol). A diretoria de ensino da região e a direção da escola, decidiram que a adolescente continuaria com as aulas em casa, e que o processo de aprendizagem não seria afetado. A família também recebeu a opção de transferência para outra unidade estadual.

Segundo a publicação na avaliação da fundadora e vice-presidente do Fórum Mogiano LGBT, Adriana Braga de Vasconcelos, “enquanto a família decide se retorna ou muda de escola, as autoridades de ensino se comprometeram a prestar apoio psicológico e pedagógico individual à garota”.

Segundo o Fórum, a aluna e os familiares estão com receio da volta às aulas e das consequências do ambiente escolar. Apesar do Boletim de Ocorrência (B.O.) ter sido registrado, os agressores e os participantes se comprometeram a realizar um trabalho, mas não foram punidos por serem menores de idade. Portanto, não podem ser responsabilizados, passarão por um processo de conscientização.

De acordo com as informações da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), a partir do programa Seduc- SP, o objetivo da reunião foi identificar as vulnerabilidades sociais da unidade escolar e a implementar o Método de Melhoria de Convivência (MMC), além de reforçar ações de segurança.

A Secretaria também desenvolve, ainda esta semana, um mapeamento dos estudantes que usam nome social em todo Estado de São Paulo, para preparo educacional da rede estadual de ensino e acolhimento do público LGBT.

O caso foi acompanhado pela Redação desde o início e é possível ter acesso aos desdobramentos nos links:

Caso de transfobia gera ações da Apeoesp e do Fórum LGBT 

Fórum Mogiano LGBT convoca protesto contra transfobia 

Movimentos sociais discutem transfobia em escola estadual 

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