Violência nas escolas

Combate aos conflitos deve envolver a escola e a comunidade

Psicopedagoga alerta sobre a necessidade de mediação e atenção de profissionais da educação e familiares

Raissa Sandara
18/02/2022 às 20:01
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Bullying e assédio podem ser enfrentados por meio de iniciativas como mediação de conflitos, palestras e conversas - FOTO: Unsplash / Reprodução

Dois casos de violência com adolescentes tiveram grande repercussão no Alto Tietê nos últimos dias. Em um dos casos, uma jovem transgênero sofreu violência dentro da Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Mogi das Cruzes; no outro um adolescente foi espancado por colegas na saída da Escola Estadual Ana Maria de Carvalho Pereira, em Arujá. O ano letivo apenas começou e é grande a preocupação em evitar que brigas ou discussões nas escolas se transformem em casos de bullying e agressões.

De acordo com a psicopedagoga Sônia Cristina Torquato, com extensão em Inclusão Social, é necessário a conscientização dos pais e gestores sobre como diagnosticar situações possivelmente suspeitas e como abordar essas temáticas: “A resolução de conflitos (entre os adolescentes) deve se dar mediante um impacto profundo de conscientização”.

A psicopedagoga explica que é necessário que gestores escolares e professores entendam a realidade atual de pais e adolescentes. “Antigamente nós falávamos com os pais e eles com seus filhos, hoje isso nem sempre funciona. Então a escola tem que encontrar outros meios, seja através de palestras, de discussões, de debates”, orienta.

Para Sônia, todas essas atividades devem ser mediadas, com o potencial de trazer reflexões e gerar empatia. “Se nós dermos boas ideias, levarmos bons conselhos, com inovações na comunicação mais humanizada e menos informatizada, a violência vai diminuir bastante”, defendeu.

A comunidade escolar e a família, de acordo com a especialista, precisam tentar entender as motivações dos comportamentos para poderem auxiliar os jovens. “Uns se tornam agressivos como uma autodefesa, para lidar com aqueles que os vêm agredir”. Por isso, Sônia recomenda que os gestores têm que ter autonomia para trabalhar e intervir imediatamente, para que violências do tipo sejam minimizadas.

Para os pais e responsáveis, a psicopedagoga aconselha redobrar a atenção. “Fique atento ao seu filho, como ele se veste, veja se ele está muito agasalhado no dia de calor”. Ela também explica que, além de conferir se o jovem sai e chega no horário, é importante confirmar se ele está presente na escola. “Às vezes, muitos não querem entrar para não sofrer violência. Ficar atento ao comportamento do seu filho é fundamental”, alerta.

 

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