projeto de lei

'Taxa de lixo' pode voltar para votação na Câmara em breve

Prefeito esteve com o Legislativo e abordou a necessidade de informar a ANA sobre a falta de aprovação da TCA

Ingrid Leone
25/02/2022 às 05:30
Atualizada em 25/02/2022 às 14:54.
Ney Sarmento/Arquivo/PMMC

Mogi das Cruzes é a primeira cidade do Brasil a reconhecer a robótica como esporte - FOTO: Ney Sarmento/Arquivo/PMMC

Mogi - O Prefeito Caio Cunha (Podemos) esteve em uma reunião, na manhã de ontem, para apresentar os novos secretários municipais aos vereadores e abordar a necessidade de informar a Agência Nacional de Águas (ANA) sobre a falta de aprovação da Taxa de Custeio Ambiental (TCA), conhecida como "taxa do lixo". A reunião ocorreu no auditório da Prefeitura.

O novo Marco Legal do Saneamento Básico, sancionado em julho de 2020 pelo governo federal, sinalizou aos municípios a atribuição de novas diretrizes à agência nacional. A ANA tem autoridade para instituir normas de regulamentação dos serviços públicos de saneamento. 

Após a reunião com os vereadores, foi decidido que o projeto de lei retornará à Câmara Municipal caso haja consenso entre os parlamentares para aprovação. O projeto será entregue com todas as informações assim que o estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, sobre o desenvolvimento financeiro da Parceria Público-Privada (PPP) de limpeza pública e manejo dos resíduos, for realizado. O estudo analisará quais são as consequências, impactos ambientais e as soluções.

A administração municipal informou que "caso a TCA não seja aprovada e o município não consiga comprovar capacidade financeira para o cumprimento de metas do Novo Marco do Saneamento, a cidade ficará inabilitada a receber verbas federais, seja em formato de financiamento, convênio ou emendas parlamentares".

Entretanto, se aprovada, a Agência Nacional será comunicada e a taxa implementada a partir do ano subsequente, em 2023.

Até então a Prefeitura de Mogi havia informado, em setembro de 2021, que aguardava um projeto de lei em análise do legislativo sobre a Taxa de Custeio referente ao manejo de resíduos sólidos. No mesmo ano, a Câmara recebeu o projeto de lei encaminhado pelo prefeito para que fosse analisado em "natureza urgente", entretanto o projeto não foi aprovado.

O parlamento, em sessão extraordinária em dezembro de 2021, rejeitou por doze votos a onze, o Projeto de Lei Complementar 06/2021. A proposta já havia sido rejeitada pelo Plenário no mesmo mês.

O projeto enviado novamente à Câmara integrou emendas que os vereadores haviam proposto anteriormente, como a isenção da Taxa para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e destinação de dez por cento do valor arrecadado para as cooperativas. No entanto, não foi aprovada.

Alguns parlamentares que votaram contra, classificaram a proposta como inconstitucional e criticaram o posicionamento como uma forma de inserir na pauta um Projeto já rejeitado na legislatura.

 

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