Finanças

Aumentos dos combustíveis afetará diversos segmentos

Entidades avaliam que aumento dos combustíveis ocorrido na semana passada afetarão não apenas quem possui veículo, mas nos custos de transporte, alimentos e até na disponibilidade de corridas por aplicativo

André Diniz
18/03/2022 às 05:30
Atualizada em 18/03/2022 às 07:43.
Raissa Sandara/Mogi News

Reajuste de combustíveis impactou postos e motoristas de toda a região - FOTO: Raissa Sandara/Mogi News

Região - O impacto do aumento do preço dos combustíveis afetará não apenas as famílias que possuem veículos, mas também às famílias que não possuem carro ou moto, segundo entidades ligadas ao comércio e motoristas de aplicativo.

O aumento dos combustíveis foi anunciado pela Petrobras em 10 de março, com aumento de 24,9% para o preço do óleo diesel e 18,7% para o preço da gasolina, além de 16% no valor do gás de cozinha nas distribuidoras. Nos postos, o preço médio do litro da gasolina subiu mais de R$ 7 no Alto Tietê, e o preço do botijão de 13kg chegando a R$ 123.

Para a Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE), o reajuste fará com que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A) eleve as projeções mensais de inflação nos próximos meses em torno de 1%. "Os mais afetados serão pessoas em situação de vulnerabilidade, pois haverá influência direta no preço de itens básicos que são transportados por caminhões - logo, a alta do combustível pressiona o custo do frete, que é repassado integralmente ao preço final das mercadorias", explicou a entidade.

Para a ACE, o aumento acaba por causar um efeito cascata no custo de vida da população: "Um dos eixos que pode sofrer muito é o de compras e vendas online, que dependem 100% de transportadoras para chegarem ao consumidor final", apontou.

Aplicativo

Os motoristas por aplicativo também foram afetados. Maicon Cristian, representante da Associação de Motoristas por Aplicativo do Alto Tietê (Amarati), apontou que veículos movidos apenas à gasolina tornaram-se inviáveis para o transporte por demanda em aplicativos como Uber e 99, com perdas de até 15% nos rendimentos para os custos de manutenção. "Quem possui carros bicombustíveis, ou roda com gás, ainda consegue trabalhar - estrangulado, mas ainda tem um mínimo de condições. Nossa categoria está na UTI: entre passar fome e rodar com um rendimento mínimo, muitos podem dispor dessa última fronteira que é a mudança de combustíveis. Mas, se houver mais um aumento, ficará inviável para todos", alertou.

Para Ivan Rios, motorista por aplicativos, o aumento dos preços pode, mais à frente, causar o aumento no custo final ao usuário. "Viagens curtas passam a compensar menos, e muitos vão parar porque atualmente o sistema não compensa", constatou.

 

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