COMÉRCIO

Páscoa deve ser lucrativa com fim de restrições contra a Covid-19

Comerciantes da região estão otimistas para a primeira data celebrada sem restrições depois de dois anos

Aline Sabino
27/03/2022 às 05:30
Atualizada em 27/03/2022 às 08:08.
Mogi News/Arquivo

Mesmo com os preços expectativa de vendas é grande - FOTO: Mogi News/Arquivo

Região- A Páscoa deste ano pode ser uma data doce para o paladar, mas não para o bolso. Esta será a primeira vez, depois de dois anos, que a data poderá ser celebrada sem restrições para o comércio devido ao arrefecimento da pandemia de coronavírus (Covid-19), o que gera otimismo para o setor. As lojas e supermercados da região estão entrando no clima e, mesmo com os preços elevados, a expectativa é de crescimento das vendas. Neste ano, data será celebrada no dia 17 de abril.

No entanto, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os chocolates em barra e bombons tiveram um aumento de 10,74%. Já açúcares e derivados, usados em doces e sobremesas, acumularam uma alta de 19,85%. No caso do açúcar refinado, a variação chegou a 43,77%, o que certamente vai deixar os preços mais salgados.

A pandemia enfraqueceu as vendas de ovos de chocolate em 2020 e 2021 por conta das restrições de circulação, por exemplo, que estabeleceu o fechamento dos comércio, e depois o funcionamento com limitações. A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) estima um crescimento de pelo menos 17% em relação às vendas do ano passado, já se comparado com 2020, a alta deve ser de 23%.

Segundo a presidente da ACMC, Fádua Sleiman, as lojas estão comercializando os produtos para a confecção dos doces. "Nos mercados, os chocolates já estão nas prateleiras. Assim, como o panetone, os ovos de Páscoa são consumidos ao longo das semanas que antecedem a data, então, essa venda é constante e muito importante para o comércio. Estamos otimistas com os resultados", disse.

"Em 2020, tivemos um grande prejuízo. No ano passado, conseguimos recuperar parte das perdas, e agora estamos otimistas. As vendas de Páscoa se concentram nos 40 dias depois do Carnaval. Já neste ano, após o cancelamento das celebrações, as compras estão sendo antecipadas", informou o comerciante mogiano, Luiz Cláudio França.

Segundo França, alguns itens tiveram alta, mas a procura pelos produtos tem crescido. "As profissionais que nessa época contratam mais gente para ajudar e as pessoas que fazem os ovos em casa para família e amigos, tendência que cresce a cada ano. Os clientes notam que dá para economizar e a qualidade é excelente", observou.

A rede Shibata Supermercados também já se preparou para a data. De acordo com a empresa, a meta é vender o mesmo volume de ovos de Páscoa que o ano passado. A aposta é no reforço do estoque dos chocolates em barra, nesta época do ano.

Suzano

Em Suzano, segundo Associação Comercial e Empresarial (ACE), a expectativa para de produtos relativos à Páscoa é positiva. "Esta será a primeira Páscoa com o comércio totalmente reaberto desde o início da pandemia, em 2020, o que é um atrativo a mais para lojistas e consumidores, que passaram os últimos dois anos com lojas fechadas e/ou com entrada restrita. Este fato, por si só, deverá garantir um volume de vendas maior e isso deve ultrapassar os registros de vendas do ano anterior".

De acordo com a ACE, em 2021 as vendas foram melhores que 2020, mas não chegaram aos patamares de 2019, quando não existia pandemia. "Para 2022, a expectativa é que os números sejam maiores que o período pré-pandemia, com um bom fluxo de caixa para todos os comerciantes. No entanto, não podemos deixar de levar em consideração o aumento de preço dos produtos devido à inflação, que pode ter impacto nos hábitos de consumo da população e deve reduzir as listas de compras para a Páscoa", destacou.

A entidade apontou ainda o impacto do preço do dólar e a inflação. "O aumento no preço dos combustíveis também é um fator que afeta os empresários, por ser uma nova despesa para os estabelecimentos, que também está intimamente ligado com os novos preços dos produtos comercializados". A ACE disse ainda que é esperado que haja um pequeno aumento nos valores dos itens vendidos e dos serviços prestados, para que o comerciante não saia no prejuízo.

 

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