Alto Tietê

Arrecadação de impostos na região ultrapassa R$ 360 milhões

Segundo os dados do Impostômetro, o aumento foi de 11,5% do valor do primeiro trimestre de 2021 e de 2022

Ingrid Leone
16/04/2022 às 08:12
Atualizada em 24/04/2022 às 08:17.
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Especialista avalia que aumento da arrecadação foi reflexo da alta inflação - FOTO: Reprodução/Internet

A arrecadação municipal de impostos nas cidades do Alto Tietê totalizou R$ 367 milhões no primeiro trimestre deste ano. Segundo os dados do Impostômetro, o aumento foi de 11,5% em relação ao mesmo período de 2021, quando foram arrecadados R$ 329 milhões. Entre janeiro e março deste ano, Mogi das Cruzes tem o maior valor de arrecadação com um total de R$ 122 milhões, seguida por Poá, com R$ 75 milhões, e Suzano, com R$ 63 milhoes.

Na comparação entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022, Mogi registrou um acréscimo de 11,5%, com os valores saltando de R$ 109 milhões no ano passado, para R$ 122 milhões neste ano. Seguido de Poá, onde o valor variou de R$ 67 milhões para R$ 75 milhões. Em Suzano, a arrecadação subiu no período de R$ 57 milhões para R$ 63 milhões. Coincidentemente, a alta registrada em todas as cidades foi de 11,5%. 

O quarto lugar no ranking regional de arrecadação de impostos é de Itaquaquecetuba, onde os números subiram de R$ 41 milhões para R$ 46 milhões entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022. Em Arujá, o total arrecadado com impostos saltou de R$ 23 milhões no ano passado, para R$ 26 milhões neste ano.

As cidades com valor mais baixo de arrecadação foram Ferraz de Vasconcelos, com alta de R$ 12 milhões para R$ 13 milhões; Guararema, com um salto de R$ 7 milhões para R$ 8 milhões; Santa Isabel, indo aproximadamente R$ 7 milhões para cerca de R$ 8 milhões; Biritiba Mirim, com alta de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões, e Salesópolis, de R$ 1,1 milhão para R$ 1,2 milhão.

Para o coordenador dos Cursos de Administração e de Ciências Contábeis da Faculdade Piaget de Suzano, Robinson Guedes, os aumentos são consequência da alta da inflação, o que gerou o acréscimo na arrecadação dos impostos, principalmente no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS),  que é cobrado em toda a cadeia produtiva, como nos combustíveis, alimentos, remédios, e em tudo o que o comércio vende.

Diante do cenário econômico, Robson avaliou que a inflação potencializou a arrecadação no ano de 2021 e até o primeiro bimestre de 2022, com um período de “bonança financeira”, além do retorno das atividades econômicas após o período de maior restrição da pandemia de Covid-19. Segundo o professor, “quanto mais o consumidor compra, mais ele consome, mais a indústria produz, mais o comércio vende, e mais pagamos impostos”.

A projeção de Guedes para o restante do ano é de incertezas. Ele recomenda que prefeitos e secretário tenham rigidez na gestão fiscal deste ano para não terem surpresas negativas no final. O professor destaca o impacto das regras de cobrança do ICMS sobre os combustíveis, da Guerra da Ucrânia, a volta do lockdown na China, e ainda as eleições e Copa do Mundo. 

Divisão de impostos 

Segundo Guedes, entre os impostos arrecadados, são receitas próprias das cidades, ou seja, ficam diretamente com os municípios, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Com relação a divisão entre município e Estado, o professor explica que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem um repasse de 25% para as cidades, entre tudo que é arrecadado no Estado. Diferente do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA), no qual os municípios ficam com 50% do que é arrecadado pelo governo estadual.

Arrecadação por cidade

• Mogi das Cruzes

2021 - R$ 109.817.806,00
2022 - R$ 122.455.007,00

• Poá

2021 - R$ 67.652.129,00
2022 - R$ 75.437.146,00

• Suzano

2021 - R$ 57.369.354,00
2022 - R$ 63.971.089,00

• Itaquaquecetuba

2021 - R$ 41.381.885,00
2022 - R$ 46.143.874,00

Arujá

2021 - R$ 23.339.824,00
2022 - R$ 26.025.637,00


• Ferraz de Vasconcelos

2021 - R$ 12.273.776,00
2022 - R$ 13.686.172,00

• Guararema

2021 - R$ 7.242.901,00
2022 - R$ 8.076.373,00

• Santa Isabel

2021 - R$ 6.993.603,00
2022 - R$ 7.798.387,00

• Biritiba Mirim

2021 - R$ 2.037.226,00
2022 - R$ 2.271.659,00

• Salesópolis

2021 - R$ 1.101.325,00
2022 - R$ 1.228.059,00

Total regional

2021 - R$ 329.209.829,00
2022 - R$ 367.093.403,00

 

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