Poá

Servidores podem paralisar trabalhos a partir da próxima terça

Durante manifestação, na terça-feira passada, trabalhadores apresentaram as reivindicações à Prefeitura

André Diniz
13/05/2022 às 05:30
Atualizada em 13/05/2022 às 09:58.
Divulgação

Prefeitura informou que já recebeu as propostas dos servidores públicos - FOTO: Divulgação

Representantes da Associação dos Profissionais e Trabalhadores da Educação de Poá (Apep) declararam, ontem, que os servidores públicos do município poderão parar por tempo indeterminado na próxima terça-feira, caso o governo municipal não atenda aos pedidos dos trabalhadores pelo reajuste salarial e volta de benefícios como vale-alimentação.

Na tarde de terça-feira, os servidores públicos da Educação e de outras áreas da administração pública promoveram um ato em frente à sede da Prefeitura. O grupo fixou cartazes nas grades do Paço Municipal com frases contra o projeto do poder Executivo, de apresentar o vale-alimentação de R$ 250 para parte do funcionalismo municipal - o benefício foi suspenso em 2021 pela atual gestão municipal devido ao estado calamidade financeira.

Após o ato na Prefeitura, o grupo de servidores em paralisação seguiu para a Câmara de Vereadores, onde realizou novo ato contra a iniciativa da prefeita Márcia Bin (PSDB).

Segundo Edgar Passos, coordenador da Apep, o projeto do Executivo poaense posa como uma ameaça aos servidores por, em sua proposta, considerar o benefício como parte da folha salarial, o que poderia abrir a interpretação para um congelamento permanente de salários e a não contratação de servidores.

Perguntado sobre o ato na Câmara, Passos informou que buscou demonstrar a situação para os vereadores que estavam em vias de votar o projeto, pedindo sua retirada da ordem do dia.

"Temos um cenário que a Prefeitura Municipal de Poá precariza as condições e o salário do funcionalismo público, mas mantém milhões em caixa não utilizados. As pessoas estão passando dificuldade, a cidade está abandonada em sua infraestrutura de postos de saúde e escolas - a Prefeitura não pode atuar como um banco, visando lucro".

Segundo o coordenador, não houve mudanças nos planos de mobilização das entidades, e está marcada para a próxima terça-feira uma nova assembleia das categorias, onde será discutida a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

O outro lado

A reportagem buscou a Prefeitura para comentar os recentes atos dos servidores públicos de Poá. Em nota, a Prefeitura reforçou que a prefeita Marcia Bin, o vice-prefeito, Geraldo Oliveira, bem como outros representantes da administração municipal, já receberam as referidas entidades em outras ocasiões, este ano e em 2021, para explicar sobre a questão do vale-alimentação.

"Nesses encontros, foi explicado que as propostas são estudadas pelas equipes técnicas e sugeridas, conforme as condições financeiras do município", informou o município, reforçando o encontro da chefe do Executivo poaense com o Sindicato dos Professores de Escolas Públicas (Sineduc) e o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde) na segunda-feira.

 

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