editorial

Império da Lei

André Diniz
29/05/2022 às 06:00
Atualizada em 29/05/2022 às 06:00.

Quem ainda tem apreço pelo seu semelhante, independentemente de sua crença ou origem, perdeu um pedaço considerável de sua esperança na humanidade ao acompanhar o noticiário nacional desta semana - com as tecnicamente questionáveis e humanitariamente repreensíveis ações promovidas pelas forças de segurança no Rio de Janeiro e em Sergipe, onde os mortos contam-se às dezenas, e a indignação, aos milhões.

Entre o apelo ao retorno à humanidade pela condenação na condução dos atos promovidos pelas autoridades federais, e a sanha punitivista e higienista contra quem não tem um CEP de luxo, nossa encruzilhada se resume a saber qual é a Lei que vale hoje.

Os canibais sociais, ansiosos pela "carne mais barata", defendem o eterno acerto de contas entre a lei e o crime organizado, e sonham com a Cidade Maravilhosa transformada em cenário de um filme de ação de mau gosto, com roteiro Made in Brazil. Vivemos a brutalização do império da Lei do Mais Forte, do fetiche pela execução extrajudicial.

A programação para matar nasce no alto escalão de um governo criado e estabelecido sobre a intimidação, e com o controle pelo medo.

Da ação em Sergipe, há pouco espaço para qualquer tipo de argumentação: foi um crime hediondo perpetrado por agentes do Estado brasileiro, com metodologia e inspiração tiradas dos piores capítulos do século XX, com uma câmara de gás nazista feita na gambiarra, dentro do camburão de uma viatura policial na beira de uma estrada.

Esta guerra sem fim busca desumanizar e nos igualar pelo ódio mútuo, e promove cenas dantescas de mortos e feridos carregados em caçambas ou a tortura sem pudor ou medo - imagens que se repetem à náusea no noticiário nas últimas décadas.

Em Mogi das Cruzes, tramita um projeto de lei que institui a instalação de microcâmeras nos uniformes dos agentes da Guarda Municipal, semelhante às usadas pela Polícia Militar, para resguardar direitos de todos os envolvidos em abordagens. Talvez porque em Mogi e no Alto Tietê o que ainda vale é o império da lei civilizatória, do Código Penal e da Constituição, e não a Lei da Selva.

Quem Somos

Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

Entre em contato:

(11) 4735-8000
[email protected]
[email protected]
[email protected]

Av: Japão, 46 - sala 06 - Vila Ipiranga - Centro - Mogi das Cruzes

© 2022 Todos Os Direitos Reservados Ao Portal News