Cidades

Tempo e sinais

André Diniz
05/06/2022 às 06:00
Atualizada em 05/06/2022 às 06:00.

O Dia Mundial do Meio Ambiente começou como uma conferência das Nações Unidas em 1972 sobre a importância da atenção à situação de nossos recursos naturais e da viabilidade de nossa sobrevivência. Já se vão cinquenta anos: meio século. Quais foram as marcas que ficaram e que estamos deixando para nosso futuro?

Estamos tão próximos do início dos debates em escala internacional sobre o risco de uma extinção causada pelo abuso de nossos recursos, quanto os homens e mulheres que começaram esta discussão estão do início do Holocausto, a maior tragédia causada pela mão do homem no século XX. E que fique claro que os casos não são equivalentes em seu impacto e horror, mas são aproximados diante do apelo que nos chamam para uma correção urgente sobre nosso conceito de humanidade e sociedade.

Há meio século, já se chamava a atenção para o risco da atividade humana em sua plena ânsia na busca pelo lucro, produção e consumo ser tão ou mais devastadora que todos os arsenais nucleares existentes na Guerra Fria. O que inicialmente foi considerado um tema de debates feitos por "bichos-grilo" ou pessoas sem qualquer compromisso com a "realidade", hoje nos bate à porta, nos cobrando como uma promissória.

Quando bilionários decidem que é mais excitante e viável abandonar nosso único lar em troca de mudanças em seus lucros e patrimônios, isso é um sinal. Quando prefeitos, secretários e autoridades estaduais se reúnem para debater meios para atender os desastres naturais causados pelas mudanças climáticas em caráter ordinário, é outro sinal: de que as chances do último humano morrer abraçado a uma barra de ouro e um smartphone estão maiores do que poderíamos imaginar, mas pode haver uma luz no fim do túnel.

É inegável que desde o início dos debates sobre a preservação ecológica, que foram reforçados em 1992 no Brasil com a Eco-92, tiveram seus frutos. A conscientização sobre o buraco na camada de ozônio, da preservação de nossas florestas, corais e biodiversidade se fez presente. Mas o tempo está correndo mais rápido contra todos nós.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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