Cidades

O ciclo

André Diniz
04/06/2022 às 06:00
Atualizada em 04/06/2022 às 06:00.

O Brasil, nesta semana, foi atingido mais uma vez pela marca da tragédia pela centena de mortes em comunidades periféricas na região metropolitana de Recife (PE), em virtude das chuvas. No Alto Tietê, gestores públicos e técnicos se reúnem para debater os impactos das mudanças climáticas no meio ambiente não mais em campos conceituais e teóricos, mas na prática da ocupação urbana. Na Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, casebres são desmontados com motosserras, sob a vigilância do Poder Público.

Estes acontecimentos podem parecer deslocados entre si, mas representam uma peça muito maior, que foi negligenciada por décadas por governos de todos os tipos em todos os cantos do país: o frágil equilíbrio entre a ocupação humana, o desenvolvimento econômico e social, e como estes diversos pontos se alimentam em um ciclo de desastres sociais e catástrofes de fato. A precarização da moradia do Brasil não é um fenômeno inerente à crise econômica causada pelo novo coronavírus (Covid-19), que aumentou o número de famílias sem casas e engrossou ocupações habitacionais em áreas de risco.

Desde a virada do século XIX para o século XX já consta nos registros históricos os primeiros assentamentos de parcelas da sociedade indesejadas pelo poder vigente, que serviram como o ponto de partida das favelas no Rio de Janeiro - um modelo exportado para todo o país. A busca de soluções para "enquadrar" esta população em locais levou a ocupação cada vez mais distante dos centros urbanos e de onde estão os negócios, os empregos, os equipamentos públicos. Nos projetos habitacionais e as ocupações em áreas de preservação ambiental, como várzeas de rios e áreas de nascentes, que hoje são o motor das secas nos reservatórios e nas enchentes em bairros periféricos.

O ciclo de alienação social e desastre natural não apenas pode, mas precisa ser quebrado pelo bem das futuras gerações. E, para isso, basta que gestores públicos de todas as esferas façam apenas uma coisa: que tirem os assuntos da habitação e do meio ambiente da figuração de seus planos de governo e tratem com a mesma seriedade que se cobra da segurança pública, saúde e educação.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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