Saúde

Santa Casa afirma que Pronto-Socorro enfrenta dificuldades

Entidade apontou problemas como superlotação e dificuldades com encaminhamentos pelo sistema Cross

André Diniz
06/07/2022 às 06:00
Atualizada em 06/07/2022 às 06:00.
Diego Barbieri/CMMC

Ferreira Matos destacou número de atendimentos - FOTO: Diego Barbieri/CMMC

Mogi - A Santa Casa de Misericórdia participou, na manhã de ontem, da audiência convocada pela Comissão Permanente de Saúde, Zoonoses e Bem-Estar Animal da Câmara Municipal para tratar do atendimento no Pronto-Socorro (PS) do hospital. A direção explicou a situação da unidade médica e os motivos para encerrar o convênio junto à Prefeitura no final de agosto, devido à superlotação do setor.

O encontro foi presidido pelos vereadores Otto Rezende (PSD), presidente da Comissão Permanente de Saúde, e Francimário Vieira (PL), o Farofa, integrante da comissão. Participaram da mesa o provedor da Santa Casa de Misericórdia, José Carlos Petreca, e o primeiro tesoureiro, Flávio Ferreira Matos.

Ferreira Matos apresentou o histórico da entidade filantrópica, que completa hoje 149 anos de funcionamento, e detalhou os atendimentos no primeiro semestre. Segundo o dirigente da Santa Casa, foram feitos mais de 39.551 atendimentos, sendo em sua maioria classificados como pouco ou não-urgentes. De acordo com a direção da Santa Casa, o contrato firmado com o município para o PS prevê 16 leitos, e a taxa real de utilização, que supera os 250% de sua capacidade técnica, chega a contar com 38 leitos ocupados.

A Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), do governo do Estado, também foi apontada como um dos fatores para a superlotação do PS da Santa Casa. "Dos mais de 1,3 mil pedidos que fizemos neste primeiro semestre, apenas 254 foram aceitos, sendo pouco menos de 20%", explicou a direção da entidade.

Os representantes da Santa Casa reforçaram ainda a necessidade da articulação de lideranças políticas locais, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, além de diálogo com o governo do Estado, para a reabertura do PS do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, além da reestruturação da rede de Saúde no Estado para a criação de mais leitos para especialidades médicas, tornando mais rápido o processo de transferência via Cross e reduzindo a estadia no PS e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O provedor da Santa Casa reforçou que a direção da entidade está aberta à negociação. "Não estamos renunciando pelo prazer de renunciar. Temos que ter atenção para não piorar nosso equilíbrio financeiro. Se houver necessidade de novos encontros, estaremos presentes", destacou.

Prefeitura 

A Prefeitura de Mogi das Cruzes se manifestou em nota na tarde de ontem sobre as declarações da Santa Casa do município sobre a situação do Pronto-Socorro do Hospital Nossa Senhora Aparecida e da oferta da rede de saúde local.

Segundo a administração municipal, o fechamento do PS do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo foi uma decisão do Estado, e fez o município aumentar o número de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Pronto-Atendimentos em pontos estratégicos. “Nos últimos anos, a Prefeitura não tem medido esforços para ampliar e diversificar os atendimentos na Saúde, avançando em áreas para além da Atenção Básica, como novos leitos de internação no Hospital Municipal, porém todos habitualmente cheios”, explicou.

A Prefeitura informou que a abertura de novos leitos de internação é uma reivindicação antiga da cidade junto ao governo do Estado e que está buscando alternativas para que a população não perca a assistência pelo serviço do Pronto-Socorro Municipal após a comunicação da Santa Casa.

Questionada sobre a possível reunião com a Câmara de Vereadores e a Santa Casa, a municipalidade informou que o encontro pode ocorrer ainda em julho, mas aguarda confirmação por parte do Poder Legislativo.

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