Corinthians reduz folha salarial em R$ 1,7 milhão

Afetados economicamente pela pandemia de coronavírus (Covid-19), os clubes de futebol lutam para manter o que restou de dinheiro. O Corinthians, que anunciou em novembro de 2020 déficit de R$ 195,4 milhões, segue à risca a prática. Desde o começo do ano, reduziu a folha salarial de seu elenco principal em cerca de R$ 1,7 milhão. A tendência é que a despesa com salários sofra redução ainda maior.

Em 2021, o clube economizou R$ 900 mil com a negociação do goleiro Walter, do zagueiro Marllon, do volante Éderson e dos atacantes Jonathan Cafu e Davó. A saída desses cinco atletas é responsável pela metade do montante já economizado. A outra fatia da redução está ligada ao fim do vínculo contratual de Mauro Boselli e Sidcley. Juntos, atacante e lateral obrigavam o Corinthians a gastar cerca de R$ 840 mil por mês.

Consciente de que a pandemia do novo coronavírus deve seguir afetando suas receitas, o Corinthians pretende "se livrar" de mais jogadores que pouco foram utilizados na temporada passada, como Michel Macedo e Everaldo. A princípio, o atacante, que chegou em 2019 e possui vínculo de quatro temporadas, é prioridade. Se a negociação de ambos se concretizar, cerca de R$ 300 mil mensais seriam economizados e o valor total do corte na folha se aproximaria dos R$ 2 milhões.

Todo começo de temporada o Corinthians negocia jogadores por empréstimo. Jonathan Cafu, Davó e Éderson foram os escolhidos da vez. Eles devem voltar em 2022. Mas se há quem saia, há também quem volte por essa modalidade de negócio. É o caso de Matheus Jesus e João Victor. André Luís, que havia sido vendido ao Daejeon Hana Citizen, da Coreia do Sul, também retorna ao CT Joaquim Grava após calote na transação. (E.C.)

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