Clube sofre com dívidas trabalhistas

Nome do estádio rendeu R$ 300 milhões ao Timão
Nome do estádio rendeu R$ 300 milhões ao Timão - FOTO: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Com uma dívida anunciada de R$ 900 milhões, a diretoria do Corinthians tem o desafio de reorganizar sua saúde financeira em meio à crise que assola o clube, o Brasil e o futebol dentro de campo. Mas diante do planejamento para equacionar esse problema com a captação de receitas e patrocinadores, as constantes pendências trabalhistas vêm sendo um complicador na tarefa de arrumar a casa.

O episódio mais recente é o do ex-jogador Clodoaldo, presente na campanha do rebaixamento do clube em 2007 e que ficou sob contrato até 2011. O atleta ganhou uma ação trabalhista contra o Corinthians alegando direitos de imagem e arena que não recebeu, além de férias, 13º e FGTS. O valor estipulado é de R$ 900 mil que serão pagos em 18 parcelas de R$ 50 mil. A dívida só deve terminar no fim de junho de 2022. Ou seja, o clube continua pagando por um jogador que não tem mais no elenco. O acordo entre as partes põe fim a um imbróglio que se arrastava por nove anos na Justiça do Trabalho de São Paulo.

Essas pendências têm minado o Corinthians numa temporada que o clube não pode contar com o dinheiro da torcida nem de alguns patrocinadores. A diretoria segue trabalhando em cima desta realidade. Durante uma transmissão no canal da torcida organizada Gaviões da Fiel, o diretor financeiro Wesley Melo comentou sobre negociações avançadas com duas empresas que devem auxiliar a gestão do clube. Uma delas é a KPMG, uma das quatro maiores multinacionais de auditoria, consultoria e assessoria tributária.

"Está vindo para nos auxiliar com essa dívida de mais de R$ 900 milhões. Não é uma auditoria, é uma inspeção. A gente precisa reduzir esta dívida, dar um fôlego e ser honesto com cada um desses credores", afirmou Melo na transmissão. Ele responde pelas finanças do clube.

O caso de Clodoaldo é apenas a ponta de um iceberg no que diz respeito a jogadores que batem à porta do Parque São Jorge atrás de seus direitos trabalhistas. O atacante Guilherme, que esteve no clube de 2016 a 2019, ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho cobrando
R$ 2 milhões. As pendências reivindicadas foram relativas ao seu último ano de vínculo.

Diante desse cenário, uma das medidas prioritárias do departamento de futebol tem sido desidratar a folha de pagamento.

O enxugamento de seus gastos mensais vai continuar. Estima-se que a folga do clube passe dos R$ 10 milhões. O clube quer reduzir ao menos R$ 3 milhões. Da Neo Química Arena, o Corinthians ganhou um cheque de
R$ 300 milhões no total, mas diluídos em 20 anos. Novas transações podem acontecer nesse sentido. Quando o estádio voltar a operar, espera-se que o torcedor possa aparecer e apoiar o clube.

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