Palmeiras é eliminado pelo CRB

O jogador do Palmeiras vai ter pesadelo com o goleiro Diogo Silva. Ele segurou o time alviverde nos 90 minutos e, nas cobranças de pênalti, fez três grandes defesas além de marcar um gol. A atuação histórica garantiu ao CRB a vitória por 1 a 0 no tempo regulamentar e a classificação nos pênaltis (4 a 3) para as oitavas da Copa do Brasil, ontem, em pleno Allianz Parque.

Ao time do técnico Abel Ferreira não adiantou nada ter finalizado mais de 30 vezes no jogo e ter tido média de 70% de posse de bola. "Tenho muitos parentes palmeirenses. Daqui a pouco estou no grupo aí, me aguarde", brincou o herói Diogo Silva ao final da partida.

Uma justificativa para tamanha dificuldade em vencer foi que o Palmeiras teve uma dezena de desfalques. Mas tem dias que a bola teima em não entrar de um lado e balança as redes em uma única oportunidade do outro. O CRB surpreendeu o Palmeiras logo no início. Após chutão do goleiro Diogo Silva, houve desvio e a bola sobrou para Diego Torres. Ele avançou e tocou para Ewandro, que bateu na saída de Weverton para abrir o placar no Allianz Parque.

O Palmeiras foi para cima e pressionou o adversário. Criou 16 oportunidades de gol e teve 70% da posse de bola somente no primeiro tempo. A chance mais clara nos 45 minutos iniciais foi com Rony, que recebeu lançamento e desviou do goleiro. O experiente zagueiro Gum salvou na linha e evitou o empate.

A história se repetiu no segundo tempo. O time alviverde pressionava de todas as maneiras. Logo no minuto inicial, Luiz Adriano, na pequena área, livre, parou em Diego Silva. Sem a preocupação com o setor defensivo, o Palmeiras quase foi surpreendido no contra-ataque. Weverton saiu nos pés de Diego Torres e salvou.

O CRB continuava fechado em seu campo e mal conseguia sair de sua defesa. Com a área dos visitantes congestionada, Gustavo Scarpa começou a arriscar de longe. Foram pelo menos cinco chutes que levaram perigo à meta adversária. Mas nada de a bola balançar as redes. Precisou dos pênaltis para a vaga suada finalmente ser garantida. (E.C.)

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