Quebra de protocolo gera multas de R$ 1,1 milhão

Todos os clubes da Série A quebraram pelo menos uma vez os protocolos de prevenção da Covid-19 na temporada 2020. Foram 190 infrações que geraram 234 processos. Os problemas mais comuns se referem à troca de camisas em campo, uso indevido ou ausência de máscaras, desrespeito ao distanciamento no banco e delegações maiores que o permitido.

Esses dados fazem parte do balanço realizado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol sobre o descumprimento do protocolo da Covid-19. As regras sanitárias da CBF para retorno com segurança do futebol brasileiro foram implementadas em julho do ano passado, depois da parada das atividades por causa da pandemia. Vários clubes tiveram surtos de contaminação em seus elencos.

A partir daí, o descumprimento gerou uma notícia de infração e, em consequência, uma denúncia. Os clubes com maior número de processos foram São Paulo e Internacional (com 15 notificações), seguidos de Flamengo e Vasco (com 12 cada um) e Bahia, Fortaleza e Goiás (11).

As penalidades foram revertidas em multas na chamada transação disciplinar. Cada infração equivale a R$ 2,5 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra e assim sucessivamente. O total de dinheiro gerado pelas advertências foi de R$ 1,1 milhão, distribuído para diversas instituições filantrópicas, dentre elas, a ação Médico sem Fronteiras. Os clubes que amargaram as maiores multas foram Internacional
(R$ 92,5 mil) e Flamengo (R$ 82,5 mil).

O tribunal mostrou preocupação com a quantidade de infrações, principalmente as reincidências. "O número de reincidências preocupa porque demonstra que os clubes continuam não cumprindo o protocolo de segurança", afirmou Ronaldo Piacente, procurador-geral do STJD. Segundo o tribunal, todos eles foram orientados e receberam cartilhas contendo as recomendações e protocolos.

Piacente identifica dois movimentos no cumprimento dos protocolos ao longo da temporada. "Os números foram altos e preocupantes. Após as conversas com advogados dos clubes e as transações feitas com a Procuradoria do STJD, as denúncias diminuíram, mas infelizmente não cessaram", avaliou. (E.C.)

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