Ingerência

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sadfa - FOTO: divulgação

O Brasil vive a segunda onda de contágio e mortes pela Covid-19. Além da crise sanitária, convivemos com uma grave crise econômica e social. A inflação é uma realidade, o preço dos alimentos e combustíveis são os que mais evidenciam o descompasso entre a recessão em que vivemos e a disparada de preços. O auxílio emergencial criou uma bolha de consumo em 2020, mas tão logo foi reduzido e finalmente cessou, impactou negativamente o comércio em geral.

Assistimos o desastre sanitário em Manaus, situação não muito diferente em todo o Brasil, revelando que o poder público, em todas as suas esferas, não se preparou para atender à demanda de doentes. O negacionismo e a ingerência do governo federal, que não se preparou para a necessária vacinação em massa, irá retardar a imunização e a retomada das atividades regulares, como a educação e as atividades econômicas em sua plenitude. Todos os brasileiros, mesmos aqueles que se diziam contra a vacina, querem e precisam ser imunizados. O discurso contra a vacina e a favor da cloroquina ficou no passado.

A iniciativa privada, capitaneada por Luiza Trajano do Magazine Luiza, quer assumir o papel que seria do governo federal para agilizar o processo de imunização. Não se trata de simples altruísmo ou bondade, mas de sobrevivência do Brasil. Ficar esperando o presidente da República e seus ministros para imunizar o Brasil poderá levar anos e as pessoas e o país não podem esperar mais. A vacinação é uma prioridade absoluta e o governo federal está preocupado apenas em politizar o que não é uma questão política, mas de sobrevivência. Precisamos de todas as vacinas possíveis, precisamos aplicar em massa, como rapidez e sem entraves.

Não dá para escolher o fornecedor por capricho ou ideologia. Se não fossem as doses da CoronaVac nossa imunização seria infinitamente menor do que a pouca que já ocorre hoje. Precisamos priorizar a vacinação e concentrar todos os esforços e recursos para isso. A ingerência do governo , sua inércia e negacionismo apenas retarda o processo, contribuiu para a paralisia do Brasil e aumenta o número de contaminados e principalmente de mortos.

Cedric Darwin é mestre em Direito e advogado